quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Astrologia dos opostos




Sol em capricórnio e lua cheia em câncer. 
Razão e emoção.
O trabalho e o prazer.
A cigarra e a formiga.
Terra e água.
Fertilidade
Opostos compatíveis.
Intercâmbio.
Humor irascível.
Equilíbrio.



sábado, 8 de dezembro de 2012

Resposta


Alguém fala:- Eu não acredito no amor.
Eu respondo: - Eu acredito.

Imuniza-me



Não quero jogos de amor
Não quero estratégias falidas
Já não me preocupo mais com o futuro.
A incerteza me dá a força que preciso.
Meu coração agora preza pela liberdade de ser.
Preza pela paz, pela segurança e pelo incerto.
O tempo da espera teve um fim, e só há o agora.

Seu corpo me parece uma dança.
Como um espetáculo de movimentos meu corpo quer se atirar em teus braços.
Suporto o tempo passar como um espectador desejoso.
Minha carne é forte e posso ver em seus olhos a felicidade que me trazes.
Posso sentir em teu sorriso a pureza que sempre quis me conectar.
Imuniza-me de todo veneno e todo mal.
Faz-me ser aquilo que nunca fui.
Na fluidez de um amor novo que me fará nascer de novo.
Atenção somente ao que é bom.
Nossa fortaleza se mantém no amor que doamos.
Somos corpos.
Almas.
Luz.
Somos amor.
Não quero um corpo.
Quero alma.
Vem.
“Tudo aqui é seu.” 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desabafo

O que faz alguém se com outra por ter um carro bom, casa própria, um salário alto? É uma entrevista? A lei da selva? De que adianta pregar liberdade, independência, respeito e ficar de olho no bolso dos outros? É uma pessoa tão especial que só o dinheiro pode comprar? Eca! Gente interesseira me dá nojo e elas estão sim por todas as partes. Por isso as prostitutas valem muito mais, elas assumem e precisam do que fazem! Uma pessoa assim está vivendo de uma cegueira material tão grande que não olha para o coração de ninguém. Vão viver a vida toda puxando o saco do chefe e cuspindo no pé do mendigo, pessoas assim são dignas de pena.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Como se eu fosse Augusto dos Anjos

Ser humano, fétido animal desimportante.
Animal que simula dores.
Provoca morte.
Trai amores.
Animal que intoxica esse mundo com sua carne apodrecida.
Animal de escárnios e falsas pretensões.
Animal pífio e vão.
Desequilibrando os tempos  e eras.
Ser pensante e racional que se vangloria por dinheiro e saliva todo mal.
Até quando continuará matando para viver? 

Verbo


Já não faz falta.
Já não faz tempo.
Já não faz ver.
Já não faz dor.
Já não faz caso.
Já não faz tremer.
Agora não é mais tempo de fazer.
Seja bem vindo tudo aquilo que desconheço.
E não faça, seja.
De todas as formas que ele puder ser.

O Arqueiro


O arqueiro já não busca mais beleza fora.
Já não carrega mais as dúvidas.
Sua caça é aquilo que lhe supre.
O que lhe supre está contido no fundo de sua alma.
O arqueiro agora busca algo maior.
Algo além.
Além da física.
Da química.
E de toda matemática universal.
Caminha agora tranquilo sem as fortes emoções que lhe deixavam cego.
O arqueiro já não é mais tão bobo assim, ele já não sabe mais quem é.
Vive em plena felicidade.

Parte


O cheiro de alecrim toma conta do meu quarto.
Uma flauta toca.
O vento bate.
Um tambor ecoa.
Eis que ouço julgamentos por não querer sair da toca.
Descobri nesse aconchego a cura para todo mal.
Minha solitude é prazer e já não necessito de outrem.
Tudo que eu quero envolve alma, conjunção.
A carne está em segundo plano.
Sou hoje aquilo que decidi me tornar.
E que haja o julgamento.
Meu entendimento agora é sagrado. 

Armadilhas



A mente anda me pregando peças, faz-me ver aquilo que temia e não entender o que vejo.
Ela obriga-me a escrever aquilo que não silencia.
A mente me trai, reflete-me para um universo que de tão íntimo tornou-se desconhecido.
Essa força do não tempo toma conta do que já sou e do que descubro a cada segundo não ser.
Passado presente e presente o futuro.
Encontro-me agora longe das antecipações e da rebeldia que outrora julgava ser eu.  
Agora o eu é aquilo que não conheço aquilo que não pode ser explicado.
O eu nada mais é do que aquilo que “Soul”.  

sábado, 24 de novembro de 2012


Um viva para a hipocrisia humana que deve ser celebrada todos os dias! Um viva para a moralidade e toda a sua estupidez! A mesma moralidade que fecha os olhos para a realidade má que habita nossas ruas e se perturba com qualquer um que ouse dar um passo fora da sua linha. A moralidade do animal homem, ser pensante que mata os seus! Um brinde para toda essa sujeira nos corações humanos! Celebremos a perfeição dos que não erram, celebremos os que não precisam ser devolvidos para troca ou mandados para reparo! Sejamos práticos, é mais fácil viver às cegas como toda essa corja moralista fingindo ser parte dela. Celebremos aquele que não muda, não perdoa, não erra! Estes são verdadeiros Deuses e Deusas dignos de um altar nada sincrético, puramente monoteísta e egocêntrico! E já dizia o velho adesivo vendido no Rio Vermelho: "Só uma mente imunda pode matutar a ideia do pecado" Então um salve para toda essa redoma imunda de decência que gasta seu tempo observando mais a vida do outro já que esta é MUITO mais interessante que a sua!

terça-feira, 20 de novembro de 2012


Ah coração, tu devia ser impermeável, mas insiste em se molhar nas águas turvas do amor.

Sombra

O quão perfeito você é?
O que te faz tão especial a ponto de me negar respostas?
O te faz melhor? Tudo aquilo que não você não tem?
O que te faz ser superior quando ninguém consegue tocar a sua alma?
O que te faz crer que a possibilidade do calar ou a manutenção de suas monossílabas te faz alguém bom?
Aquilo que reclamas é exaltado por quem vive.
Aquilo que condenas é aclamado por quem ama.
Aquilo que te negas é vivido por quem é.
E tu quem é?
Quem te deu o direito de se achar Deus?
Quem te fez com tanta força para negar ao outro um pedaço do que não é seu?
Quanta paz você carrega que nem consegue se suportar?
Quem mais poderia ser além do fracasso que te espera?
O que antes era pena tornou-se nojo.
Não há como negar o cuspe nesse teu prato que saliva merda.
Não há como não enxergar a farsa que você é.
Senta-se no trono e finge ser rei para poder enganar a si próprio.
Distingue-se dos outros sim, pela covardia e falta de vida.
Diferencia-se com a falta daquilo que não sabe dar.
Grande hipocrisia cheia de açúcar que enjoa só de olhar.
Confere a ti o mínimo de prazer em ser quem és.
Resoluções não vão cair do céu.
Mas tu deixaste cair o véu.
O véu de tua sombra, que tanto negaste.
Nada mais tenho a declarar, pois que fique com as batatas.
Tudo bem, você venceu, mas eu ganhei.

sábado, 10 de novembro de 2012

Originalidade

É extremamente desconfortante ter a sua individualidade invadida. E eu odeio com todas as minhas forças quando alguém trata a minha autenticidade e espontaneidade como defeito. Bom mesmo é viver cheio de máscaras? Não. Mais do que nunca a força e a aceitação da minha originalidade toma conta de mim, com a certeza de que todas as pessoas boas e conquistas me vieram através dela. Coisas essas, que tornam a minha vida realmente grandiosa, interessante e respeitável. "Em tudo que eu faço eu sinto prazer de ser quem eu sou de estar onde estou." Agora não falta mais nada!

domingo, 28 de outubro de 2012

Convite

Se você fugir das suas responsabilidades,em breve elas estarão de volta sob a forma de um problema! Encare a verdade, enfrente a si mesmo. Aceite a responsabilidade de ser dono de si. Logo tudo se tornará mais claro, mais fácil e mais leve. O convite para se olhar de frente já está feito mas você pode aceitar ou não.

sábado, 20 de outubro de 2012

Déjà vu


Deixa vir.
 Entender-se.
{ O }
O vazio.
Fertilidade.
 SILÊNCIO
 Consciência.
Awareness.
 Sombra e luz.
 Ser e estar.
 O EU.
 A presença.
 Atenção para si.
 Nada mais que ouvir-se.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Comida é a felicidade materializada!

Tenho


Ter alguém é bom, ruim é ter que dar satisfação.
Ter alguém é ser enganado, pois no fundo ninguém é de ninguém.
Ter alguém é estar no paraíso, ter-se é ser o dono dele.
Ter alguém é incerteza, ter-se é ter certeza.
Ter alguém é levitar com a presença, ter-se é viver voando.
Ter alguém é explicar onde estamos, ter-se é saber onde estamos.
Ter alguém é maravilhoso, mas ter-se é melhor ainda.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

"As cartas não mentem."


Ironia é acreditar no que dizem as cartas e desacreditar do que a alma grita. 

Escolha

Entre formiga e a cigarra eu fico com a Abelha Rainha ... "provo do favo de teu mel cavo a direita claridade do céu e agarro o sol com a mão..."

domingo, 30 de setembro de 2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Grande sexta! Conselho??? Se joga na vida! Não existe certo ou errado...aquele caminho ou esse... existe o que você quer , o que você sente... Não adianta jogar a culpa no outro para justificar os próprios erros, muito menos de ficar se lam
entando do que não foi feito! O tempo é agora , do futuro ninguém sabe e o passado está na primeira vírgula deste texto. Nada de ficar nessa mais de "Eu não posso fazer isso por isso ou por aquilo." e todo esse blá blá blá se joga que a vida é curta e está correndo! O que você ama e não faz? O que você quer que aconteça na sua vida e não acontece? "Não temos tempo de temera morte" Quanto aos erros que se danem! Que grande dificuldade nos dias de hoje a não aceitação do erro. Todo mundo erra e é melhor que saibamos disso por nós mesmos e não pelos outros! O erro existe para que o mundo aconteça e se crie coisa nova, somos movidos por ela. Então o que dever ser feito é se olhar no espelho e se perdoar! No mais respeitar o próximo e ser grato a tudo que nos chega é bastante válido, pois tudo tem sua importância. Aceitar a vida com gratidão é o primeiro passo para uma vida melhor.O resto só na prática e amar,amar e amar...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Só sei do que não gosto."

Eu odeio esperar.
Odeio esperar tanta coisa que não vem.
Odeio esperar uma nova ideia chega.
Odeio esperar o tédio sair pela porta.
Odeio esperar você chegar.
Odeio saber que vou ter que esperar alguma coisa.
Odeio esperar a próxima música.
O próximo dia feliz.
A próxima aquisição.
A próxima paquera.
Quero o próximo ato.
Espere.
Não.
Venha.
Não.
Cansei.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

Ato Falho

Eu cometo
Tu cometes
Ele comete
Nós cometemos
Vós cometeis
Eles cometem
#todosjulgam

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Felicitações a um desconhecido.



É estranho parabenizar alguém que não conheço.
Mais estranho ainda é parabenizar alguém que quero conhecer.
Se o coração manda eu faço.
É sina de todo aquele que crê na poesia do viver, ser meio artista, vendo beleza em tudo aquilo que não conhece.
É sina também essa coragem para se arriscar em um mundo desconhecido sem medo de perder a viagem.
Talvez eu me arrependa de escrever e depois me obrigue a esquecer o que escrevi.
Talvez você trate isso apenas como dedos gastos.
Talvez não…
Espero que não…
Talvez eu esteja equivocado e este mundo nem seja tão especial.
Talvez realmente seja e eu não mereça conhecer.
Pode ser tudo uma idealização por acreditar que é um mundo parecido e diferente do meu.
Um mundo que me atrai como a gravidade.
Como pode um sorriso tão iluminado não ser especial?
Nego-me a acreditar.
Quero a realidade, realidade essa que caio agora e me faz perguntar:
 Qual o verdadeiro motivo para tantas palavras?
Afinal esse texto era para desejar felicidades e não falar dos meus desejos.
Mas poderia eu, sem saber onde piso desejar-te mais que a felicidade?





quinta-feira, 26 de julho de 2012

Ser de Leão

Vem com esse calor esquentar a minha pele. Ferve minha alma sem dó.
Acalanta meu espírito com teus cuidados.
Torna-se para mim um luxo e me faz garimpeiro desse amor.
Abraça minha alma com a tua proteção.
Detona toda minha insegurança.
Crava em meu peito a tua frágil força.
Guia-me com teu cheiro. Leva-me para teu império.
Farei latifúndio em teu reinado.
Vem com teu sorriso apoteótico nos meus dias escuros.
Pare de se levar a sério. Esquece-se da cobrança como se esquece das promessas.
Sou teu bobo da corte.
Sorri sem medo, não vou te julgar.
Exige de mim somente o amor.
É só o que tenho a oferecer.
Envolvo-te em minha lã e tu brincas fazendo nós que quero desatar.
Perco-me e me encontro em teus nós.
E o mundo gira por nós.
Tu, um felino filho do fogo de tamanho desproporcional ao meu.
Indomável.
Eu, caranguejo, pequeno filho das águas.
Cerco-te e ouso me aproximar.
Tu de mansinho retiras a minha carapaça protetora revelando o ser frágil e amoroso que sou.
Eu me entrego com paixão sem medo do depois.
Mas saiba que nem tu o rei da selva, é capaz de me obrigar a fazer o que não quero.
Saiba me manter leal sem me obrigar a nada.
Não se intimide com a minha liberdade, no meu reino é ela quem manda.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Amor

Aquela criança tão pequena me deu um sorriso tão grande, tão lindo que minha alma tornou-se gigante em amor.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Já que não posso estar nos seus braços "vou para os braços de Morfeu".
 

"Antes que haja enfermidade"


Vem que eu tenho amor.
Vem que posso te dar tudo que você deseja.
Vem que sou espírito em liberdade.
Vem que sou só vontade.
Vem correndo sem medo.
Vem olhando para o céu.
Guiarei você para as estrelas e a noite forrará a nossa cama.
Vem que surpresas te aguardam e sonhos te esperam.
Segue ao meu lado que nada será em vão.
Vem de coração aberto que aqui tens abrigo.
Vem com segurança, vem com paixão.
Vem, pois negar este pedido não tem perdão.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Vapores.

Se quiser todo esse ardor para nós dois, me espera com a vontade da poesia em ser escrita.
Esquece-se de tudo e anseia por nós...respira o calor do meu mundo... Vem com o desejo que a coragem eu tenho!

Vapores.


Se quiser todo esse ardor para nós me espera com a vontade da poesia querendo ser escrita.
Esquece-se de tudo e anseia por nós... vem com o desejo que a coragem eu tenho!

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Nostalgia.


A nostalgia não é ruim, ruim é a saudade...
A saudade do motivo que dá razão para ela existir...
Quanto mais se pensa mais ela cresce...
Cresce... Cresce... Cresce...
É uma saudade às avessas...
Um encontro ao contrário...
É uma vontade incontrolável de se ter o passado na mão quando ele “fez um ninho e avoou...”.
  

domingo, 10 de junho de 2012

Cor lapidem


Algumas vezes faço o que não gosto apenas pelo desejo de mudar.
 Carrego anseios que eu não entendo.
O tédio me persegue, quando não o quero ele chega e se faz inquilino quando o quero ele me ignora.
Fico parado sem sentir.
Como Antunes, peço socorro!
Quando não sinto paro no tempo.
Esqueço a noite veloz!
Nem Fernando Pessoa me toca.
Corro sem rumo em busca do que desejo.
Firo-me com uma carta para abrir o peito e tocar o coração.
Não dói.
Não sangra.
Não sinto.
Desespero-me.
Fico indiferente a tudo.
Sou só eu. Sem precedentes. Ansiando pelo inesperado.
O esperado já me tem.
Quero o que não é.
Qual a minha opção me libertar de um passado maravilhoso?
O que fazer para garantir um futuro bom?
Se não sinto nada no presente temo a desistência do continuar.
Quero sentir o peito ardendo.
O pelo arrepiando.
As mãos se movendo.
Penso no sentir e meus pensamentos me dissolvem como as emoções de uma pedra.
Sinto-me torto com tantos pensamentos discordantes.
Deram-me uma máscara, mas era de papel marche e se desfez na chuva.
Meus sentimentos se foram.
Volto aos pensamentos e arrisco julgar que quem não se entrega aos sentimentos talvez seja mais feliz que eu.
Quem não pensa, muito mais.
Mas eu não quero uma felicidade fria e burra.

Eus

 Sou eu dentro de vários eus.
 Sou cada um dentro de mim.
Não tenho como ser contrário .
Faz parte da minha natureza não ser só um.

sábado, 9 de junho de 2012

Nosce te ipsum II


De que adianta tanta beleza se és incapaz de se olhar no espelho?
De que adianta tanto orgulho no peito se tua cabeça não descansa no travesseiro?
Para que servem teus sorrisos se eles são todos amarelos?
Para onde vais com essa coragem contra o mundo se tens medo de si mesmo?
Perde-se em desejos de vingança e esquece-se de agradecer a glória.
Esqueceu-se do paraíso ou nunca lhe confiaste?
Enganaram-te.
Tu enganou.
Pergunto por onde andas agora, já que a faca não penetrou teu peito endurecido.
Sumo com a lembrança da pena que tive de ti.
Exemplifico em analogias tuas dores e te desejo um anestésico.
Se deixou cegar pela falsa luz do ódio.
O poder corrompeu a tua alma perdida.
Que poder?
Torço para que pare de apontar falhas em quem não te vê.
Ouça o som do tambor no seu peito abatido.
Permita criar um instante de felicidade nesse coração intransigente.
Troca o peso da culpa pela arte do perdão.
Renova-te e perdoa-te.
Olhe-se no espelho.
O que vê?
Será que vê?
Veja , é você.

Vis-à-vis.


Aforismos desertos.
Sonhos despertos.
Intenções mal resolvidas.
Desatenções barrigudas.
Antropofagia.
Cores.
Verbos.
Amores.
Se vão em vão.
Repete-se o repertório.
Tomara que caia.
Caia não.
Venha. Saia. Fuja. Corra.
Desespero.
Tum , tum , tum.
Tic Tac.
"Conhece-te a ti mesmo"
Um passo incerto.
Só o espelho me vê.
Eu vejo o espelho.
Reflete-se ali o que sou.
Não, O que quero.
Estou off.
On agora.
Today.
Amanhã.
Flor despetalada.
Primavera fria.
Reflexo de Narciso.
A beleza do amor.
O perdão.
A força.
Tatibitate.
O querer.
O não querer.
O mesmo lirismo.
Eu e você.
Amor.
Eu e você.
Sem reflexos.
Vis-à-vis.

domingo, 3 de junho de 2012

Mitra


Vivo em uma ansiedade sem tamanho procurando o que não tenho.
Reviro as gavetas como posso, para me dispersar.
Minhas teses sobre você não podem ser provadas.
Tu é meu desejo.
Um caminho desconhecido.
Um culto inexistente.
Minhas alucinações contigo me deixam com uma inesgotável taquicardia.
Só em te desejar , já me torno dependente.
Dependo da tua atenção para voltar à sanidade.
Quero apreços.
Teus apreços.
Vem.
Não.
Segue.
Volta!
Caminho pisando forte sem saber aonde ir.
Conto minhas horas como o rico a fortuna.
Abro a janela. Fecho os olhos.
Sinto.
Decido.
Faço.
Meus passos foram contados para chegar até você.
Reduzidos se desfizeram como pó.
Espero sem desesperar , entendo. Desisto. Persisto.
Quero a tua luz, ela exerce sobre mim a fascinação de um cego sob o sol.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"Todas as cartas de amor são ridículas"

Vem com toda vontade do mundo sem medo do que vão pensar.
Se lança como uma flecha na minha direção.
Siga ao meu lado cantando para a vida.
Faz-me feliz e abusa desse sorriso largo!
Se eu for pro outro lado não me pare, deixa-me solto para eu poder voltar.
Para com esse medo que te botaram na cabeça e aceita todo o meu romantismo boêmio.
Meu amor é artigo de luxo.
Deixa teus conceitos para trás.
 Sou diferente de tudo e em tudo.
Abre o coração para esse cavalheiro menino.
Me aceita e me reserva.
Perde esse medo, pois eu já me perdi de tudo que acreditava para apostar em você coragem tenho por dois.
Vem na minha direção junto com o vento... vem sorrindo.
Permita-se.
Agora que existes em mim e encontraste o que queria, então aceita!
Posso ir embora e não mais voltar.
Olha pra frente, olha pra mim meus olhos não mentem.
Minha breguice também não.
Deixa de prosa e vem logo para perto de mim!
 Trata de dar fim a essa busca incessante, me toma em teus braços e me chama de amor.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Rendez-vous


Seu nome de guerra era Íris e não era a dos olhos de Deus como canta Daniela.
Vivia na noite passando de mão em mão.
Mãos sem amor.
Sua luta era pela vida que não sabe se é sua.
De batismo chamava-se Alberto.  
Era doce e frágil, mas carregava na alma a obrigação de se manter distante.
Distante do amor.
Distante da felicidade.
Distante de casa.
Havia momentos em que achava estar distante de si.
Como suportar a dor de se entregar em lugares espelhados mais decentes que a sua casa?
Toda noite uma cama diferente.
Um homem diferente.
Um valor diferente.
Um xingamento diferente.
Uma agressão diferente.
Um hematoma diferente.
E um sofrimento igual ao de tantos anos.
Nada havia mudado.
Como com Gisberta de Abrunhosa  o desejo partiu.
Se foi , sem deixar marcas.
Nada sentia senão a insatisfação.
Conformava-se com suas poucas vestes, mesmo estando com frio.
Eram instrumentos.
Talvez lhe atirassem pedra hoje e amanhã lhe cuspissem.
Talvez.
E enfeitada de medo estava ali, com toda firmeza e dor desejando que a noite lhe trouxesse o próximo toque de invasão.
Era naquele instante, mais um humano lutando para sobreviver.
Mais uma noite se passara e ainda tinha vida.
Agradeceu.
Perguntou-se se não estaria apenas ocupando um espaço que não era seu.
Uma lágrima lhe escorreu pelo rosto e quase se entregou a um choro rasgado.
Seria ela tal qual Geni de Chico, Carregada de bondade e asco no coração?
Não sabia.
Em alguns poucos segundos parou-lhe próximo um automóvel negro, com um comandante forasteiro, então enxugou as lágrimas e fingiu um sorriso pungente.
Então, como já era de costume , obedeceu e embarcou no zepelim.



quarta-feira, 30 de maio de 2012

No cair das roupas



Desconcentro-me dessa brincadeira, ao observar, o compasso avesso das nossas vestes jogadas no chão, por intermédio do desejo. Nenhum momento é para mim assim tão desconcertante quanto, observar nossas roupas esquecidas por conta da pressa exaustiva... Elas já amassadas pelo transtorno tão empolgante me deixam entre a janela e o copo de cerveja... Observo-nos... Ah! Cansei de toda essa observação. Vamos nos vestir e esquecer toda essa imoralidade.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Depois de ler Jabor.


Se “amor é prosa e sexo é poesia”
Te desejo como prosa.
Depois seremos poesia...
...Crônicas, contos, artigos ,ensaios, romances...

domingo, 20 de maio de 2012

Bicho.

O que nos difere dos bichos no momento da carne?
Somos carne.
Comemos carne.
Seja presa, ou predador somos bichos insaciáveis de desejo.
De quatro como cães.
De lado como golfinhos.
Roçando como pássaros.
Gritando como leões.
Urrando como cavalos.
Somos nós todos uns selvagens.
Igualamo-nos as nossas comidas.
Somos nós.
Desejosos e afoitos.
É talvez essa característica, a de ser animal que nos torna humanos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Concluo.



Disseram que ele era fogo que ardia sem se ver...
Quem não viu, sentiu.
Para quem não ama o amor é chato.
Reprime-se.
É hostil.
Perde-se o sono
Preocupa-se à toa.
O coração não bate forte.
Um tédio eterno..
Um cumprimento.
Saídas indispostas.
 “Destino de um só”
Jiló na boca da criança...
Quando se ama, é diferente, a paixão toca fogo.
Parece um tufão chegando quente!
Arde! E arde muito! Quem ama, vê!
Se espalha e sai queimando...
É fogo pra todo lado!
E mesmo nesse calor quer-se dormir juntinho.
Cobrir a orelha.
Apertar a criatura!
Suar! Suar! Suar!
Uma felicidade só!
É sorriso daqui até ali.
Já vivi?
Não sei.
Quero viver?
Talvez.
Humildemente questiono e finjo...
Sei , que o amor é doce como o algodão que nasce na praça.
Posso até estar errado.
Mas sou “ozado” e defino-te como quero
Amor... Sei que isso tudo é tu.
Mas e tu, amor? Sabes quem eu sou?
Se tudo é uma troca eu tenho direitos!
E os quero cumpridos!

domingo, 6 de maio de 2012

Nosce te ipsum

Chora.
Ama.
Sorri.
Canta.
Clareia.
Bate.
Toca.
Sente.
Pega.
Cospe.
Transa.
Bebe.
Come.
Assume.
Desiste.
Persiste.
Olha.
Respira.
Paga.
Deseja.
Esconde.
Mostra.
Reclama.
Vive.
Faz.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Eu

Posso ser encontrado ali, aqui em qualquer lugar onde haja movimentação, onde haja amor em qualquer lugar em que eu não precise fingir nada, lá eu estarei. Posso sorrir como uma criança e reclamar como um velho, mas não irei tolerar nenhuma injustiça. Não levo medo na bagagem e meu tempo é cor de prata. Cada passo dado pode ser pensado ou apenas impulsionado a acontecer, tudo irá depender do que o meu coração diz. Ele é quem me conduz, não sou eu quem o levo, não sou eu quem o tenho. Ele, o meu coração é quem me leva com o vento. É ele quem me tem.

Chão de vidro


Tenho pés gélidos, pois me desprendi de teu calor.
Tenho mão tremulas, pois sem você dei vazão ao minha ansiedade.
Tenho a cabeça girando, pois estou dopado pela falta de rumo.
Que grande erro meu, acreditar que esse amor viveria para sempre.
Estava fadado ao fim! Já não havia mais plateia, sonhos, força, esperança, vontades...
Grande erro foi insistir na falência e desperdiçar os acontecimentos.
Cada um remando para um lado como pólos iguais de um imã.  
Discordando do amanhã e desistindo até do ontem.
Tudo de dissipou.
Tudo se foi com o vento que bateu a porta.
A aliança que não tivemos.
A tatuagem que não fizemos.
A casa que não compramos.
O barco que não remamos.
O amor que não cultivamos.
Só não se foi a dor que guardamos.

Rancor


Eu não tenho saudades de você tenho saudades de quem você era.
Tenho saudades do tempo em que o amor era nosso único plano.
Do tempo em que os tijolos emocionavam os olhos cansados da labuta.
Não me fale que estou errado eu realmente sempre me dispus a isso.
Agora tem uma parte de mim desejando que eu nunca tivesse te conhecido.
Tudo foi embora como o anel de vidro que se quebrou.
Não tevês capacidade para me segurar, voei como passarinho e sofri longe da gaiola.
Perdi-me na minha liberdade e desejei voltar para tua prisão.
Eu estava ali preso, mas vivo, tinha o que comer e o que beber com a segurança de um juiz.
Mas teu amor me feriu, quis de mim e eu te dei.
Pedi e você me negou.
Doeu. E percebi que foi melhor.
Já me bastava o sofrimento de antes.
Eu estava acostumado com ele.
Não. Não fale que eu estou te julgando. Eu já te condenei antes.
Não há como me desprender dessa raiva? Desse ódio? Desse amor?
Desse desespero que quer me devolver para o teu purgatório?
Não quero esse rancor, mas infelizmente tenho boa memória.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Minha vida

Sigo uma trilha gigantesca de um desejo incompreendido
Pego na mão de meu querer solitário
Ando na estrada de minhas lealdades
Tenho vivido em tempos desinteressantes
Ninguém me interessa, anda todo mundo tão igual
Nenhuma novidade para fazer o coração bater forte
Ninguém consegue decifrar meus mistérios
Ninguém para eu querer que os decifre
Força alguma me faz querer me entregar
Ando em tempos chatos onde todos são cópias
Suponho que eu seja o chato da história e viva numa imensa covardia

Nenhum ensinamento novo me estimula
Tenho preguiça das pessoas
Entreguei-me a um egoísmo rabugento, podre
Tenho me sentido chato e arrogante
Eu que sempre quis amar eternamente agora fujo de tudo que me oferece amor
Entregar o coração é um erro que jamais me perdoarei
Pago este preço com minha tristeza noturna
Com essa angustia que não sei de onde vem.

E não quero que  se vá.