domingo, 27 de novembro de 2011

Por um momento.

Por um momento achei que você fosse o melhor pra mim, pensei que estava em aguas calmas e me interessei logo pelo seu mundo tão moderno.
Por um momento imaginei nós dois juntos, construindo uma vida e parafraseando autores românticos.
Por um momento sonhei em ter você na minha cama todas as noites e te dar bom dia todas as manhãs.
Por um momento achei que fossemos sair por ai, na boemia que nos conhecemos e que eu amo tanto.
Por um momento pensei em parar de pensar em você e em todos esses questionamentos.
Por um momento.

Extravio

Não.
Não pense que foi bom para mim porque não foi.
Me senti um lixo depois.
 Arrasado.
 Arrastado.
 Ferido.
Minha substância carnal estava pedindo aqueles vinte minutos que nem foram tão prazerosos assim. O gozo sim chegou, chegou, mas não ficou.
Eu não quero repetir a dose pois enquanto entrava em você só conseguia pensar em mim.
Havia algo de errado conosco.
Havia um encontro. Havia sexo.
E entre nós desconhecidos um do outro cheios de vazios dominicais em nossas almas havia o erro.
Tudo fora do lugar. Tudo errado.
Havia o encontro de nós dois com o erro daquele prazer extraviado.



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Do crime

O maior crime passional que é o amor que não se dá. Morte, espancamentos, ferimentos, traições, macomunações, anulações, divórcios, desconfianças... Nenhum desses chega aos pés da covardia que é não corresponder a um amor. Eu já deixei de correspondê-lo algumas vezes. Podem me prender.Condenem-me, o que posso fazer? Assumo os fatos. Sou um criminoso sem direito recorrer.  

Rimas


Um samba para mim não é remédio
Mexeste tanto que feriu meu coração
Deixando ele só com covardia
Perdido e sem resposta. Silêncio
Já não tenho medo da ilusão
Nem tanto que eu não possa suportar
Preparo minha cama tão sozinha
Na espera de um dia te tocar.
Sem medo, sem resposta e sem poesia.
Onde é que tudo isso vai parar?
Espero em vão a tua companhia
Sonhando em um dia te amar.

Ressaca

Quero algo que valha meu tempo para eu poder perdê-lo escrevendo-te uma canção.
Vou te escrever falando de um amor que não existe , beijos e afagos que não passam de mero costume.
Todo sentimento falido estará presente em minha canção, será a nostalgia encontrando com a preguiça do domingo.
Serei eu e você em alguma viela do destino, espiados apenas por Deus sem nenhuma excitação.
Não aceito mais o fato da tua presença, estou com ressaca de você.
Preciso de um analgésico que me cure ou de outra dose.
Dupla por favor!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

La Petit Mort

Quiçá um dia me aconteça de novo o prazer do bem amar sem representações, sem nexo, sem tanta realidade. Quiçá aconteça de se espalhar por ai algo maior que a minha pretensão. Que vai crescendo como os sonhos que crescem dentro de mim. Hoje sem mais pesares eu me atento a qualquer deslize do tempo e enquanto espero me deixo esculpir cheio de entrega ao prazer de La petit mort.
                                                                                                                                   

sábado, 12 de novembro de 2011

Coração folião

Meu amor está aqui mas só será eterno até amanhã.
Vou te cordelizar na minha alma... Para você não escapar de repente do meu repente, vou explicar tin tin por tin tin toda a história que nos imaginei.
Se você deixar serei o cantador mais apaixonado desse sertão de amor.
A qualquer hora posso compor uma nova rima para te agradar.
Mas preciso de plateia, minha canção só toca quando ouço aplausos. E eu quero os seus.
Minha alma é tentada a todo o momento a não se deixar levar pela razão.
Mas eu só quero amar livremente como pássaro.
Embelezar minhas cicatrizes com a efemeridade do prazer.
Tornar-me esfinge para você decifrar cada parte de meu corpo.
Me lambuzar nessa seiva quente que teu corpo exala.
Tornar-me único contigo e delirar de prazer.
Arder na cama como como brasa cuspida de um vulcão.
Te sentir, te ter , te amar. Um dia talvez?
Agora não.
Hoje é carnaval em meu coração.

"Nos braços de Morfeu"

Ainda me dói na alma a tristeza de não te ter por perto, aclamo para os céus um sinal de tua presença em meu mundo, mas só te encontro em sonhos.                                              
Fico parado, estático, tentando poetizar a adrenalina em meu corpo.                                       
Já não basta sonhar, preciso da sua presença em meu quarto.                                                              
Durmo com o encanto que me destes e sinto em meu espírito a realeza que não tenho.            Minhas metamorfoses já não importam mais, tenho desejos quase cósmicos contigo.           
Tanta contradição me leva embora dessa minha Babilônia que nem sei se quero que seja aqui.  Durmo no colo de Morfeu esse que já está cansado de me ter, realizo assim gravuras do teu rosto em meus sonhos e acabo por te desejar mais e mais.
Sonhos para mim são como ouro, sete moedas de ouro, corro desesperado ao tem encontro para poder me satisfazer e degustar o teu calor.
Quero sentir seu gosto e nunca esquecer, assim como tudo é tão real nada me faz pensar que não estejas de verdade aqui... Estás de fato cá dentro de mim e uso-te quando posso.
Mais depois de tanta tremedeira, tanto medo, tanto prazer Morfeu me pede para voltar e eu acordo.