terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A luz da vida.


Cada dia é seguido de um novo pensamento, uma nova vontade. Alguns sentimentos se vão outros se renovam, outros surgem.

 Estranho é não sentir, não deixar acontecer.            
 Estranho é pensar que a vida é mero acaso.    
 Revigora-me acordar todos os dias com o cantar dos pássaros e agradecer por isso. 
Sinto-me forte.
 Vivo. Nada é mais forte que a sensação de estar vivo! Nada. Cada dia passa a ser uma ode a minha felicidade constante, já não tenho mais espaço para o choro nem abrigo para a dor.  
 Só para a luz... 
Cada passo nesse novo dia reforça a minha alegria de viver assustadora, faz se chegar e sair. Mas tudo que chega é bem vindo,é prazeroso.                                                                  
A vida se enaltece dentro de mim e me leva para onde o sol nunca se esconde.Precisei morrer pra chegar aqui, me despi de tudo que me agasalhou. A beleza de viver leva-me para mim. Aprendi a não deixar dentro de mim sentimentos ruins e isto me tornou uma pessoa melhor. Sou melhor agora só comigo aqui dentro.
Estou em paz.
Felipe Paz Monteiro

Sangue e verdade.

“Hoje assisti novamente o DVD de uma cantora que admiro muito, Danni Carlos, e no making off falando sobre a sua banda ser a sua segunda família ela explica que a palavra família é uma derivação de flâmula e flâmula vem de fogueira, fogo. Portanto família seriam as pessoas que estão ao seu lado na fogueira para compartilhar o seu calor.”
“É uma linda analogia.”

A cada passo dado nos deparamos com pessoas que surgem de todos os lados, algumas vão te fazer rir, chorar, apaixonar e ainda vai ter aquela que não vai fazer a menor diferença no seu caminho.  É justamente neste detalhe que quero chegar, não acredito em acaso nem predestinação, mas o destino está ai para provar que cada ser humano está interligado e que cada um tem sua importância no mundo e na vida do outro.  Fazemos parte, da grande teia da vida onde cada um tem seu papel a cumprir, logicamente escolhemos e traçamos nossas vidas de acordo com sonhos e ideais. Além das nossas referências.
Família é aquele círculo imposto quando nascemos nos dão nomes que podemos não gostar, nos ensinam valores éticos e morais e etc.
 Ela pode nos estragar ou não.
Família é a nossa primeira referência em tudo. Obviamente que não quero aqui falar que família é apenas sangue, pois não é. Vai muito além do sangue.
 O sangue tem um significado muito grande e lindo, ele é uma garantia de que fazemos parte de algo, a segurança humana se acaba quando se acaba a certeza da solidão. Alguns canibais comiam seus inimigos para ganhar sua força, conquistar o seu poder, os vampiros metaforicamente se alimentam de sangue para viver, os deuses de algumas culturas recebem sangue como oferenda, pois a crença é de que eles se mantêm vivos através do sangue. É cultural e cultura não pode ser contestada, relativizamo-la.
O sangue tem um grande significado, a força, a união, o laço. Quem tem sangue tem vida. Ninguém nasce senão do sangue e ninguém vive sem sangue. O que seria o sangue senão um pacto com o outro? “fura o dedo faz um pacto comigo”
 Mas o que fazemos pelo sangue?  Vivemos como canibais, vampiros ou como o que?  
De nada adianta ter um instrumento e não saber tocar, onde se perdeu a vontade de celebrar ao lado dos que amamos e nos libertar das amarras sociais sem pudor, sem medo, sem maldade? O amor não pode ter limite, amar não exige nada esse é o sentido do amor: Ele só é e pronto. Esquecemos a “antropofagia familiar”, a partilha, a celebração para dar espaço aos olhos de quem não nos levará a lugar algum apenas para a cadeira de réu estamos dando mais espaço para a interferência universalista que para mim não é tão humanitária assim. Ainda há tempo, a fogueira não apagou e podemos sentar em volta dela com os nossos, sejamos apenas mais tolerantes e abertos, esqueçamos as fronteiras, vamos abrir os braços para a verdadeira comunhão. O mais importante de tudo é não haver obrigação podemos ter a família com pessoas que nos chegaram ontem ou hoje, não importa de onde vem o laço importa que ele exista.  Felipe Paz Monteiro  
Sangue
Calor
Fogo
Fogueira
Círculo
Família
Há um laço...        

PS: A PALAVRA SANGUE AQUI UTILIZADA TEM SENTIDO ESPIRITUAL. NÃO ESTOU FAZENDO APOLOGIA A NENHUM TIPO DE PRÁTICA.QUE FIQUE CLARO. 

Sou canceriano e gosto muito!


Vivo sempre sem medo de errar, tenho a estranha mania de acreditar nas pessoas e uma crença tamanha de não temer o futuro.
Minha memória é muito boa, não guardo rancor, mas tenho a memória muito boa. Qualquer coisa muito exata me dá um pavor maior que o medo que tenho de ficar só.  Imagino que muito método só serve para atrapalhar, pensar demais atrapalha. Derreto-me fácil e choro até com filme clichê, sou guloso e odeio fazer exercícios físicos. 
Adoro cozinhar e cuidar da casa. Tenho zelo por tudo que é meu principalmente aquele presente que ganhei de alguém especial, gosto de paz, odeio brigar. Sou paciente e agoniado ao mesmo tempo, meu pavio é longo, porém pega fogo muito fácil. Gosto e ajudar as pessoas,me sinto útil, adoro ganhar presentes, guloseimas e cacarecos nem se fala... Gosto de crianças e animais o que não gosto é do trabalho que eles dão e do barulho que fazem.
Não suporto gente metida, odeio frieza, não tenho a mínima paciência para o comodismo, ficar parado é um tormento e sonhar é quase um gozo. Coleciono todas as emoções dentro de mim, mas procuro manter o ambiente livre da poeira para não deixar que coisas ruins cresçam. Sou otimista e acredito na mudança. Meu relacionamento com Deus é um relacionamento aberto, a gente se ama, mas cada um fica com quem quiser.
Minha perturbação só chega quando não consigo matar minha curiosidade que aliáis chega a ser maior que minha bagunça, quer me matar do coração? Arrume minha bagunça! Isso me deixa desnorteado. Sou como a primeira carta do tarô, casa nas costas, pé na estrada e cabeça no mundo.
Tenho desejo de liberdade e de empatia, estou geralmente sorrindo e cantando. Não gosto de fazer nada que eu não ame. Não amo nada que eu não goste. Falo antes de pensar, tropeço nas palavras, mas consigo rir de mim mesmo com isso. Até sair para deixar o lixo me deixa feliz, odeio me sentir estagnado. Sou instável. Minhas paixões duram apenas uma fase da lua. Mas se eu amar quero ver todas as fases com esse amor. Tiro proveito de tudo que me acontece e sarro também. “Perco o amigo, não a piada”, mas eles não vêem isso com maldade, ela está nos olhos e nas atitudes, meus olhos são transparentes até demais e das minhas atitudes todo mundo sabe. Minha alegria de viver e meu entusiasmo assutam muita gente, mais atrai gente boa pra caralho! Sou sortudo, meu nome sempre sai em algum sorteio. Um dia ganho na mega. Levo fé!
No mais além de um observador de primeira linha, considerado louco por uns, especial para outros e sereno para alguns, o que tenho a dizer é que ser canceriano me permite viajar para onde eu quiser quando eu quiser. Permite-me simplesmente me guardar dentro de mim mesmo e só me tirar dali quando a maré vazar. Ou quando ela encher eu pego uma onda com as lagostas ou siris. O que importa é poder viver cada onda de uma vez, mas ficar esperando ela chegar não dá, se não tem onda vou de barrigada, o importante é me molhar. Felipe Paz Monteiro



quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Presente Visita

Hoje recebi a visita do meu grande amor, bateu na porta por quase um minuto. Me esperou.
Ganhei chocolates,um abraço apertado e alguns sorrisos.
Chegou com um golpe baixo nas mãos: Bethânia. Sentia um aperto gostoso por dentro, um nervosismo misturado com vergonha, mas era bom.
Era o aperto da presença de quem nos faz bem.
Fiquei lembrando com o sorriso no canto da boca de coisas que vivemos juntos e não foram poucas...da segurança que me dava em somente estar ali do meu lado, da alegria que eu tinha em ouvir o barulho da porta se abrindo depois de um dia cansativo de trabalho,nosso tesão por música, nossa composição, alguns sonhos inacabados e sempre dando espaço para minhas viagens, me puxando pelo pé quando eu flutuava demais.
Eu com a cabeça sempre cheias de problemas e cara de pidão mal sabia que a felicidade era feita de algumas diferenças pra gente poder aprender a crescer.
Para crescer precisei ir embora, me perder e aceitar que eu já não sabia quem eu era. Precisei morrer, mudar.
Não me amava, não podia dar amor a mais ninguém, isto seria injustiça comigo.
E agora que me dei tempo para me entender e colocar a cabeça no lugar, a única coisa que me prende é a novela, nem mesmo meu braço quebrado me intimida. Ai acordo em plena lua cheia e vejo aquele sorriso na minha sala, cheio de vaidade, cheio de energia e cheio de orgulho.
Uma beleza fundamental , parecia estar ali para mim estava ali por mim.
Hoje entendo que amor é muito mais que posse, muito mais que cobranças, muito mais que presentes.
O amor verdadeiro espera o tempo que for preciso para ser vivido e aqui tem um lugarzinho que é só seu precisa apenas de uma limpeza e alguns enfeites, mas quando você chegar ele estará aqui guardado te esperando, só não demore muito pois não suporto esperar tanto senão acabo me perdendo de novo. Felipe Paz Monteiro

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Vintage Feelings



Tenho algumas dificuldades com meus sentimentos, muitas vezes me arrisco até pensar que são puros e confundem-se com inocência, digo isto sem modéstia ou pretensão. Meu único desejo era que ficassem mais tempo comigo, que durassem mais em mim, mas geralmente mudam junto com a próxima fase da lua. Preciso de algo que me prenda, me mantenha interessado que me faça ter zelo.
Entendo esse meu jeito e me respeito, o que não entendo é que tanta força acaba por me deixar tão inquieto que me sinto fraco, então logo me escondo em minha armadura por medo de descobrirem minhas fraquezas.  O que acontece é que tenho essa estranha mania de sentir, sinto o tempo todo e isso acaba me levando ao encontro de livros já lidos, que já pensei em doar, mas não consigo por mero apego. Sei que parece egoísmo, mas não é. Sinto como se eu tivesse obrigação de tomar conta de todas as pessoas que passaram pela minha vida, tanto as que me deixaram como as que mandei embora. Tenho em mim essa coisa maternal e gosto.
Acabo me perdendo em meus sentimentos, já que eu não os compreendo muito bem, apenas os sinto. Sou cheio de questionamentos e inquietações, mas aprendi a não demonstrar isto a todos, aprendi que calar nem sempre é consentir, mas se proteger, se abster. Reservo-me a falar quando é merecido, oportuno ou quando sei que não estou na frente de um "ignorante".
Mas toda essa emoção dentro de mim me faz sorrir e fico feliz ao saber que  "socorro não estou sentindo nada" não me cabe e não quero que caiba nunca. Felipe Paz Monteiro

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Retrocesso

Retrocesso é uma palavra pesada, é um substantivo que aplicado em nossas vidas se torna um verbo não muito aceito já que retroceder é uma atitude mal vista por algumas pessoas. Eu penso diferente, encaro o retrocesso como um processo de auto conhecimento, é voltando alguns passos que acabamos descobrindo coisas que imaginávamos já ter ido embora. Retroceder realmente pode não ser aceito pela maioria, nem praticado, imagino que por conta de medo e principalmente do orgulho.
 Digo medo já que voltar atrás e ter coragem para enfrentar os erros não é para qualquer um, afinal errar pode ser considerado humano, mas quando alguém erra logo é apontado e isso intimida.
 É uma pena, pois não se permitir “andar alguns passos para trás” pode funcionar como uma bomba relógio que logo irá explodir espalhando erros e arrependimentos para todos os lados.
Retroceder é muito bom para a alma! Sim, eu provo.
Pense comigo, são várias situações onde esse processo de “morte e renascimento” se encontram.  Quando cometemos um grande erro com alguém que amamos voltamos e pedimos desculpas e podemos ser desculpados, se voltamos para o conforto da casa dos pais somos geralmente bem acolhidos, se reatamos um namoro por amor os olhos logo voltar a brilhar, se reavaliamos nossos atos e comportamentos no trabalho poderá haver uma promoção.
É tudo muito simples, basta entender que o retrocesso está ligado a mudança e lembrar que toda mudança dói no começo, mas pode gerar bons frutos.
Então porque não abrir mão de antigos valores e dar uma chance de mudança para si mesmo?  Que tal buscar uma nova oportunidade para a felicidade te abraçar?
Amar é um processo constante e exige além de manutenção muitos sacrifícios, mas orgulho e medo não permitem que ninguém ame por completo.  
Então retroceda um pouco, desça do salto e abra os braços, pois as coisas boas só chegam para quem está disposto a recebê-las de bom grado, afinal abrir o coração e saber voltar atrás é evitar mágoas e garantir leveza ao final do dia.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Minha casa

Tenho uma casa onde ninguém chega, não é perfeita nem engraçada.
Tem um teto.
Não é tão confortável nem bagunçada.
Quem chegar nela pode dormir e acordar com tanta tranquilidade que se sentirá em pleno gozo ao acordar.
Está um pouco desgastada e precisa urgentemente de uma reforma para que eu possa receber visitas.
Não há quarto de hóspedes nem suíte.
Mas há paz, amor, felicidade, carinho, alegria,risos,livros,pensamentos, discos, poesia,comida e desejo.
Tem uma vantagem na minha casa,ela é bem grande, lhe falta apenas uma boa pintura cor de casa,tapar alguns buracos e retirar alguns pregos do chão, estes funcionam como espinhos numa flor.
Sim a minha casa é grande mas está vazia.
E enquanto ela não estiver pronta para ser habitada novamente as esquinas da cidade serão minhas amigas e as ruas minhas guias.
Felipe Paz Monteiro

Quero

Dê-me essa,me dê aquela, dêem-me todas.
Quero todas que me fizeram ter e não ter.
Quero as que me fizeram ser e não ser.
Quero as que eu sempre quis e as que não quis.
Quero todas de uma vez,não, uma por vez.
Uma por veznão, quero todas de uma vez.
Quero essa sensação de orgia em minha cabeça.
Quero sentir toda essa agonia dentro de mim, como sinto os mistérios indecifráveis nos olhos da noite.
E ainda entender o querer de uma forma tão esquisita que não será mais apego será posse.
O meu querer é minha única posse nessa parte tão desapegada de meus argumentos que ao invés de me ajudar me contradizem.
Ainda assim as quero todas, não falo de mulheres, roupas ou bebidas.
Falo de idéias.
Felipe Paz Monteiro

Carta marcada

Jogaram-lhe cartas e viram com imensa rapidez a transparência de seu coração.
Foi tudo muito rápido e oportuno, e disseram-lhe que a assim você seria: Rápida, e passaria com tal pressa pela vida das pessoas que não haveria tempo de sentirem saudades.
E você por ser tão transparente e inocente acreditou.
Ou optou por acreditar?
Disseram-me ainda que “As cartas não mentem” e EU te digo “Não mentem, mas erram!”, mas logo saio do conflito com as cartas e penso um pouco, acabo por concordo com elas, sim você passou rápido pela minha vida, rápido como um cometa. Passou? Passar não quer dizer que não ficou não quer dizer que não tenha deixado marcas, quando um cometa passa é um momento lindo , o céu fica em festa e bem assim foi aqui dentro do meu céu quando você passou. Passou? Não chegou!
Sim “Dandara” você chegou à minha vida feito um cometa, um cometa tão cheio de vontade de passar que passou tão rápido para não perder tempo e ai talvez acabe se perdendo... Mas não quero que se perca nem se choque com a Terra, quero apenas que você seja o que for pode ser um asteróide, estrela, planeta, satélite, tudo ao mesmo tempo, mas que além de ser nunca deixe também de cometer então ai sim te digo: Cometa!
Felipe Paz Monteiro

A chave de mim

Abro meus braços pro mundo onde o tempo se transforma em canção e o verbo em destino.
Abro meu peito para poder respirar e sentir a brisa que bate em meu rosto.
Abro meu coração para o amor que ainda não quero que bata na porta.
Abro a janela de casa para o sol iluminar o cristal e refletir o prisma da vida na minha parede.
Abro a porta da sala para o vizinho se acolher na minha lareira inexistente.
Abro um buraco no chão para me esconder da vergonha que sinto em não ter vergonha.
Abro um romance e me pergunto em cada página dobrada o motivo de tanto amor sem dono.
Abro a gaveta para ver fotos antigas e fico sorrindo com o canto da boca.
Abro os olhos e vejo que depois de tanta poesia, preciso abrir minha caixa de e-mails e só.

Felipe Paz Monteiro