quinta-feira, 28 de junho de 2012

Nostalgia.


A nostalgia não é ruim, ruim é a saudade...
A saudade do motivo que dá razão para ela existir...
Quanto mais se pensa mais ela cresce...
Cresce... Cresce... Cresce...
É uma saudade às avessas...
Um encontro ao contrário...
É uma vontade incontrolável de se ter o passado na mão quando ele “fez um ninho e avoou...”.
  

domingo, 10 de junho de 2012

Cor lapidem


Algumas vezes faço o que não gosto apenas pelo desejo de mudar.
 Carrego anseios que eu não entendo.
O tédio me persegue, quando não o quero ele chega e se faz inquilino quando o quero ele me ignora.
Fico parado sem sentir.
Como Antunes, peço socorro!
Quando não sinto paro no tempo.
Esqueço a noite veloz!
Nem Fernando Pessoa me toca.
Corro sem rumo em busca do que desejo.
Firo-me com uma carta para abrir o peito e tocar o coração.
Não dói.
Não sangra.
Não sinto.
Desespero-me.
Fico indiferente a tudo.
Sou só eu. Sem precedentes. Ansiando pelo inesperado.
O esperado já me tem.
Quero o que não é.
Qual a minha opção me libertar de um passado maravilhoso?
O que fazer para garantir um futuro bom?
Se não sinto nada no presente temo a desistência do continuar.
Quero sentir o peito ardendo.
O pelo arrepiando.
As mãos se movendo.
Penso no sentir e meus pensamentos me dissolvem como as emoções de uma pedra.
Sinto-me torto com tantos pensamentos discordantes.
Deram-me uma máscara, mas era de papel marche e se desfez na chuva.
Meus sentimentos se foram.
Volto aos pensamentos e arrisco julgar que quem não se entrega aos sentimentos talvez seja mais feliz que eu.
Quem não pensa, muito mais.
Mas eu não quero uma felicidade fria e burra.

Eus

 Sou eu dentro de vários eus.
 Sou cada um dentro de mim.
Não tenho como ser contrário .
Faz parte da minha natureza não ser só um.

sábado, 9 de junho de 2012

Nosce te ipsum II


De que adianta tanta beleza se és incapaz de se olhar no espelho?
De que adianta tanto orgulho no peito se tua cabeça não descansa no travesseiro?
Para que servem teus sorrisos se eles são todos amarelos?
Para onde vais com essa coragem contra o mundo se tens medo de si mesmo?
Perde-se em desejos de vingança e esquece-se de agradecer a glória.
Esqueceu-se do paraíso ou nunca lhe confiaste?
Enganaram-te.
Tu enganou.
Pergunto por onde andas agora, já que a faca não penetrou teu peito endurecido.
Sumo com a lembrança da pena que tive de ti.
Exemplifico em analogias tuas dores e te desejo um anestésico.
Se deixou cegar pela falsa luz do ódio.
O poder corrompeu a tua alma perdida.
Que poder?
Torço para que pare de apontar falhas em quem não te vê.
Ouça o som do tambor no seu peito abatido.
Permita criar um instante de felicidade nesse coração intransigente.
Troca o peso da culpa pela arte do perdão.
Renova-te e perdoa-te.
Olhe-se no espelho.
O que vê?
Será que vê?
Veja , é você.

Vis-à-vis.


Aforismos desertos.
Sonhos despertos.
Intenções mal resolvidas.
Desatenções barrigudas.
Antropofagia.
Cores.
Verbos.
Amores.
Se vão em vão.
Repete-se o repertório.
Tomara que caia.
Caia não.
Venha. Saia. Fuja. Corra.
Desespero.
Tum , tum , tum.
Tic Tac.
"Conhece-te a ti mesmo"
Um passo incerto.
Só o espelho me vê.
Eu vejo o espelho.
Reflete-se ali o que sou.
Não, O que quero.
Estou off.
On agora.
Today.
Amanhã.
Flor despetalada.
Primavera fria.
Reflexo de Narciso.
A beleza do amor.
O perdão.
A força.
Tatibitate.
O querer.
O não querer.
O mesmo lirismo.
Eu e você.
Amor.
Eu e você.
Sem reflexos.
Vis-à-vis.

domingo, 3 de junho de 2012

Mitra


Vivo em uma ansiedade sem tamanho procurando o que não tenho.
Reviro as gavetas como posso, para me dispersar.
Minhas teses sobre você não podem ser provadas.
Tu é meu desejo.
Um caminho desconhecido.
Um culto inexistente.
Minhas alucinações contigo me deixam com uma inesgotável taquicardia.
Só em te desejar , já me torno dependente.
Dependo da tua atenção para voltar à sanidade.
Quero apreços.
Teus apreços.
Vem.
Não.
Segue.
Volta!
Caminho pisando forte sem saber aonde ir.
Conto minhas horas como o rico a fortuna.
Abro a janela. Fecho os olhos.
Sinto.
Decido.
Faço.
Meus passos foram contados para chegar até você.
Reduzidos se desfizeram como pó.
Espero sem desesperar , entendo. Desisto. Persisto.
Quero a tua luz, ela exerce sobre mim a fascinação de um cego sob o sol.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

"Todas as cartas de amor são ridículas"

Vem com toda vontade do mundo sem medo do que vão pensar.
Se lança como uma flecha na minha direção.
Siga ao meu lado cantando para a vida.
Faz-me feliz e abusa desse sorriso largo!
Se eu for pro outro lado não me pare, deixa-me solto para eu poder voltar.
Para com esse medo que te botaram na cabeça e aceita todo o meu romantismo boêmio.
Meu amor é artigo de luxo.
Deixa teus conceitos para trás.
 Sou diferente de tudo e em tudo.
Abre o coração para esse cavalheiro menino.
Me aceita e me reserva.
Perde esse medo, pois eu já me perdi de tudo que acreditava para apostar em você coragem tenho por dois.
Vem na minha direção junto com o vento... vem sorrindo.
Permita-se.
Agora que existes em mim e encontraste o que queria, então aceita!
Posso ir embora e não mais voltar.
Olha pra frente, olha pra mim meus olhos não mentem.
Minha breguice também não.
Deixa de prosa e vem logo para perto de mim!
 Trata de dar fim a essa busca incessante, me toma em teus braços e me chama de amor.