quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Da Maturidade

Maturidade não tem nenhuma relação com a idade tem sim uma grande relação com suas experiências de vida. Pode ter 30 com atitudes de 18, pode ter 28 com os mesmos problemas dos 16 e por ai vai... O que quero aqui é expor que uma grande vitória do ser humano é poder seguir o curso natural da vida e como diziam na escolinha sobre o ser vivo: “nasce, cresce, reproduz-se, envelhece e morre” de certo a etapa da reprodução pode não servir para todos, mas das outras quatro não se pode fugir.
Incomoda-me muito ter que ver alguém lá com seus vinte e poucos anos quase trinta com os mesmos mimos e meninices da sua pré-adolescência. Não estou condenando o fato de se levar a vida com menos seriedade e mais leveza pelo contrário, ter a coragem para isso exige sim muita maturidade e autoconhecimento. Tomarei como exemplo uma canção de Carlos Rennó numa versão da música de Lokua Kanza e interpretada pelo magnifico Ney Matogrosso “Já fui novo sim de novo não, ser novo para mim é algo velho quero viver o que é novo. Sim o que eu quero assim é ser velho.” Essa frase é a forma mais singela de entender que o passado tem a sua importância, contudo precisa ficar para trás e envelhecer é um processo não apenas de aparência envelhecer é acumular experiências, pessoas e vivências. Mas como experimentar a maturidade sem conviver com as pessoas? Sem trabalho? Sem repertório? Sem conhecer a vida? Como chegar ao nosso próprio entendimento se mantemos antigos padrões e não nos abrimos para o novo?
Grande parte das pessoas está preocupada em não perder o rumo e se mantém nesse estado de conforto que as fazem pensar que o mundo acabará caso deixem de ter o pouco que tem. Não menosprezo as conquistas de ninguém, porém passar a vida toda sem buscar crescimento é um sinal de perigo dos grandes.  Na mesma música fala-se “Envelhecer certamente com a mente sã me renovando dia a dia a cada manhã.” Esse é o princípio cada dia é um novo dia, mesmo com as nossas rotinas cada dia será único por isso manter a mente sã é tão importante para continuarmos no ritmo. Não são as responsabilidades, obrigações, diplomas, cargos, pressões que nos farão maduros a maturidade chega quando estamos focados em sermos melhor para nós e para o mundo.
 Finalizarei por aqui esse pequeno alerta com outra frase da mesma música e não menos importante: “Mas não vou dar fim jamais ao menino em mim e nem dar de não mais me maravilhar diante do mar e do céu da vida...” Segurança para poder descobrir e expor a sua criança interior é um princípio da maturidade somente uma pessoa realmente madura consegue diferenciar o que é ser criança e o que é ser infantil. No popular diria que quem tem segurança pode rir de si mesmo sem ser confundido com um idiota.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Cacos.


Escondi essa dor de mim pois ela está acabando com meu cérebro.
Não há como não lembrar que você era a única criatura capaz de me fazer pensar em um mundo perfeito que duraria para sempre.
Hoje estou despedaçado esperando as coisas acontecerem na minha vida sem nenhuma reticencia para dar continuidade aos meus anseios.
Não estou lhe culpando de nada, apenas relembrando que toda essa minha angústia é por sua causa! E só o que vejo quando me olho no espelho é ela que se reflete para mim no calar dessa noite. Ah! A angústia!
Meu coração quebrado e espalhado em cacos pelo meu quarto me fazem lembrar que não há nada mais a fazer, o nós se juntou aos pedaços de caco no chão. O somos dois se transformou em lixo não reciclável,o eu acabeu se deixando levar por todo tipo de pequena emoção que você me deu como um cão implorando pelo resto de comida. Que eu aceitava com tanta fidelidade.

Tanta lealdade.
Agora que estou forte e tudo isso é apenas lembrança do pouco amor que me teve fingindo ser muito, agora me sinto forte para te mandar partir sem o mapa do meu coração e quando você chegar da sua curta viagem por  caminhos tortos estará com toda certeza trancado com o mais puro segredo coisa que você nunca saberá decifrar.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um tantinho de felicidade


Vamos espalhar mais amor pelas ruas da vida. Tornar a vida mais leve é uma obrigação de cada um de nós viver é uma constante celebração façamos dela uma caixa cheia de luz, paz, amor, empatia, paixões e alegrias. Esqueçamos o medo do novo sem perder o respeito pelo passado e sem deixar de viver o presente. Vamos cuidar mais das pessoas, dos bichos, do nosso planeta. Economizar água e energia já é um bom começo. Vamos abusar do otimismo sem medo! Não é demagogia não, otimismo atrai felicidade ver o lado bom de tudo e rir de si mesmo é uma dádiva! Problemas todo mundo tem, mas a perturbação não pode ser maior que o  otimismo, se você permitir o problema toma conta da sua vida e não vai embora nunca, ele é um bichinho acomodado e adora se reproduzir cabe a você castrá-lo.
Se dê um descanso de vez em quando e desligue-se do mundo, esqueça a internet, celular a tv, o trabalho... Caminhe descalço num parque, abrace um desconhecido, converse com uma estrela, viaje sozinho, saia de casa sem rumo, vá para praia lavar a alma, sinta a brisa no rosto, se suje na areia como quando você era criança. Seja hedonista, faça as coisas por prazer, por amor. Perdoe alguém que errou todo mundo tem direito a uma segunda chance! Você também já errou e se não errou um dia vai errar ninguém é perfeito.
Opte pelo sim sempre que o não chegar a boca apenas pelo hábito antes pense, analise e seja justo. O não é necessário, o costume de distribui-lo é que não é. Permita-se experimentar uma nova forma de ver o mundo ,dance, cante alto, seja mais bobo, esqueça a seriedade por um instante, muitas pessoas estão esperando para ver um sorriso em seu rosto. Os sérios demais são temidos e não respeitados, pessoas bem humoradas são requisitadas, são amadas. Crie uma palavra nova ou um gesto para representar a sua gratidão pela vida e os ofereça as pessoas, compartilhar dessa gratidão aumenta a sua força interior. Permita que o hoje seja sempre o dia mais feliz da sua vida, lembre—se sempre que você foi escolhido para ganhar o maior presente do universo a vida!
Não tenha medo de criar expectativas, elas nos movem para perto dos nossos sonhos, se nada der certo você não terá nas costas o peso da desistência, mas continuará forte para tentar de novo e de novo e de novo! Pare de esperar e comece agir, a ação é movimento é vida lembre-se que nada cai do céu. Tomar o rumo da sua vida é ser consciente e saber quem é o verdadeiro dono da situação, não deixe que o comodismo tome conta de você e se não gosta da situação comece a mexer os pauzinhos para melhora-la. Faça festa todos os dias! Dentro de mim, cá no peito há uma festa todos os dias, tudo é uma grande novidade, tudo é um grande pequeno motivo para celebrar.
Trabalhe, lute, esforce-se, pois nada cai do céu.
Acima de tudo AME!  Respeite as crenças e as opiniões. Esqueça classe social, etnia, opção sexual, cargos e diplomas, passe a ver o outro como ele realmente é: Um ser humano igual a você que também ganhou de presente à vida, ele também tem felicidades, infelicidades, histórias, desejos, necessidades e o mesmo direito de viver conforme manda o coração. Mande seu egocentrismo para aquele lugar e deseje para as pessoas em dobro tudo que desejar para você, assim as coisas ficam mais leves, a vida mais colorida e todo mundo mais feliz ai quem sabe um dia você também não escreve um textinho assim meio bobo como o meu que pode ajudar a espalhar um tantinho de felicidade por ai? 

domingo, 27 de novembro de 2011

Por um momento.

Por um momento achei que você fosse o melhor pra mim, pensei que estava em aguas calmas e me interessei logo pelo seu mundo tão moderno.
Por um momento imaginei nós dois juntos, construindo uma vida e parafraseando autores românticos.
Por um momento sonhei em ter você na minha cama todas as noites e te dar bom dia todas as manhãs.
Por um momento achei que fossemos sair por ai, na boemia que nos conhecemos e que eu amo tanto.
Por um momento pensei em parar de pensar em você e em todos esses questionamentos.
Por um momento.

Extravio

Não.
Não pense que foi bom para mim porque não foi.
Me senti um lixo depois.
 Arrasado.
 Arrastado.
 Ferido.
Minha substância carnal estava pedindo aqueles vinte minutos que nem foram tão prazerosos assim. O gozo sim chegou, chegou, mas não ficou.
Eu não quero repetir a dose pois enquanto entrava em você só conseguia pensar em mim.
Havia algo de errado conosco.
Havia um encontro. Havia sexo.
E entre nós desconhecidos um do outro cheios de vazios dominicais em nossas almas havia o erro.
Tudo fora do lugar. Tudo errado.
Havia o encontro de nós dois com o erro daquele prazer extraviado.



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Do crime

O maior crime passional que é o amor que não se dá. Morte, espancamentos, ferimentos, traições, macomunações, anulações, divórcios, desconfianças... Nenhum desses chega aos pés da covardia que é não corresponder a um amor. Eu já deixei de correspondê-lo algumas vezes. Podem me prender.Condenem-me, o que posso fazer? Assumo os fatos. Sou um criminoso sem direito recorrer.  

Rimas


Um samba para mim não é remédio
Mexeste tanto que feriu meu coração
Deixando ele só com covardia
Perdido e sem resposta. Silêncio
Já não tenho medo da ilusão
Nem tanto que eu não possa suportar
Preparo minha cama tão sozinha
Na espera de um dia te tocar.
Sem medo, sem resposta e sem poesia.
Onde é que tudo isso vai parar?
Espero em vão a tua companhia
Sonhando em um dia te amar.

Ressaca

Quero algo que valha meu tempo para eu poder perdê-lo escrevendo-te uma canção.
Vou te escrever falando de um amor que não existe , beijos e afagos que não passam de mero costume.
Todo sentimento falido estará presente em minha canção, será a nostalgia encontrando com a preguiça do domingo.
Serei eu e você em alguma viela do destino, espiados apenas por Deus sem nenhuma excitação.
Não aceito mais o fato da tua presença, estou com ressaca de você.
Preciso de um analgésico que me cure ou de outra dose.
Dupla por favor!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

La Petit Mort

Quiçá um dia me aconteça de novo o prazer do bem amar sem representações, sem nexo, sem tanta realidade. Quiçá aconteça de se espalhar por ai algo maior que a minha pretensão. Que vai crescendo como os sonhos que crescem dentro de mim. Hoje sem mais pesares eu me atento a qualquer deslize do tempo e enquanto espero me deixo esculpir cheio de entrega ao prazer de La petit mort.
                                                                                                                                   

sábado, 12 de novembro de 2011

Coração folião

Meu amor está aqui mas só será eterno até amanhã.
Vou te cordelizar na minha alma... Para você não escapar de repente do meu repente, vou explicar tin tin por tin tin toda a história que nos imaginei.
Se você deixar serei o cantador mais apaixonado desse sertão de amor.
A qualquer hora posso compor uma nova rima para te agradar.
Mas preciso de plateia, minha canção só toca quando ouço aplausos. E eu quero os seus.
Minha alma é tentada a todo o momento a não se deixar levar pela razão.
Mas eu só quero amar livremente como pássaro.
Embelezar minhas cicatrizes com a efemeridade do prazer.
Tornar-me esfinge para você decifrar cada parte de meu corpo.
Me lambuzar nessa seiva quente que teu corpo exala.
Tornar-me único contigo e delirar de prazer.
Arder na cama como como brasa cuspida de um vulcão.
Te sentir, te ter , te amar. Um dia talvez?
Agora não.
Hoje é carnaval em meu coração.

"Nos braços de Morfeu"

Ainda me dói na alma a tristeza de não te ter por perto, aclamo para os céus um sinal de tua presença em meu mundo, mas só te encontro em sonhos.                                              
Fico parado, estático, tentando poetizar a adrenalina em meu corpo.                                       
Já não basta sonhar, preciso da sua presença em meu quarto.                                                              
Durmo com o encanto que me destes e sinto em meu espírito a realeza que não tenho.            Minhas metamorfoses já não importam mais, tenho desejos quase cósmicos contigo.           
Tanta contradição me leva embora dessa minha Babilônia que nem sei se quero que seja aqui.  Durmo no colo de Morfeu esse que já está cansado de me ter, realizo assim gravuras do teu rosto em meus sonhos e acabo por te desejar mais e mais.
Sonhos para mim são como ouro, sete moedas de ouro, corro desesperado ao tem encontro para poder me satisfazer e degustar o teu calor.
Quero sentir seu gosto e nunca esquecer, assim como tudo é tão real nada me faz pensar que não estejas de verdade aqui... Estás de fato cá dentro de mim e uso-te quando posso.
Mais depois de tanta tremedeira, tanto medo, tanto prazer Morfeu me pede para voltar e eu acordo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

41 minutos

O cansaço dessa espera tornou as coisas mais reais.
O que era ilusão para mim agora é razão.
Posso de todas as formas te pedir para ficar e implorar a sua presença.
Mas o gosto amargo dessa espera me fez perceber que a minha prece não tinha valia.
Eu queria te levar para o paraíso mas não fui tão sagaz quanto a serpente.
Poderia também fazer da sua vida um inferno, mas você não aceitou o meu fruto proibido.
Devia ter me recolhido quando era hora e entendido o seu recado frio.
Mas relutei e fui contra a maré para buscar o meu desejo.
Acabei me afogando em vontades que não aconteceram tudo foi apenas espera.
Te esperei e você não chegou e eu burro já devia estar acostumado com as tuas faltas.
Quero agora que você aprecie o seu dia como se eu nunca tivesse sido parte dele.
Ou melhor continue levando a vida mansa que leva sem mim sem a graça do meu riso, sem a força da minha alegria, sem a sorte que eu trago, sem a calma na catástrofe, sem o cuidado das minhas mãos, sem meu colo quente e sem o apoio dos meus ombros.

41 minutos

O cansaço dessa espera tornou as coisas mais reais.
O que era ilusão para mim agora é razão.
Posso de todas as formas te pedir para ficar e implorar a sua presença.
Mas o gosto amargo dessa espera me fez perceber que a minha prece não tinha valia.
Eu queria te levar para o paraíso mas não fui tão sagaz quanto a serpente.
Poderia também fazer da sua vida um inferno, mas você não aceitou o meu fruto proibido.
Devia ter me recolhido quando era hora e entendido o seu recado frio.
Mas relutei e fui contra a maré para buscar o meu desejo.
Acabei me afogando em vontades que não aconteceram tudo foi apenas espera.
Te esperei e você não chegou e eu burro já devia estar acostumado com as tuas faltas.
Quero agora que você aprecie o seu dia como se eu nunca tivesse sido parte dele.
Ou melhor continue levando a vida mansa que leva sem mim sem a graça do meu riso, sem a força da minha alegria, sem a sorte que eu trago, sem a calma na catástrofe, sem o cuidado das minhas mãos, sem meu colo quente e sem o apoio dos meus ombros.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Prioridade

Não, o nome do que estou vivendo agora não é egoísmo chama-se amor próprio.
Já pensei demais em muitas pessoas que simplesmente escolheram viver suas vidas e só perceberam a minha falta quando fui embora.
Sinto agora dentro de mim a imensa vontade de viver mais , sentir mais, e sim pensar mais.
Mais em mim antes de tudo. Não insisto como antes. Não dou mais murro em ponta de faca e nem mesmo tento me equilibrar em fios de nylon.
O fato é que aprendi que todas as vezes que eu fui de contra a maré da minha vontade o meu barco simplesmente afundou.
E só eu sei o que é ser náufrago dentro de um navio construído com os matérias mais raros e quase que explorados experimentalmente.
 Hoje carrego nas costas bagagens que tinha medo. O medo era medo de mim.
Hoje além dessas bagagens tenho outras prioridades que não cabem sentimentos snobes nem abrir mão do que eu quero por ninguém.
Tenho outras prioridades, uma delas é viver.

domingo, 16 de outubro de 2011

Repreensão

Cinco reais lhe seriam muito bem vindos, a mim não faria falta nem justificaria a minha posse.
Entreguei-lhe o dinheiro sem apego ou preocupação com o não ter.
Ela me sorriu um sorriso de alívio, um sorriso que só dá quem precisa alimentar suas crias.
Um sorriso sem dentes devido aos maus tratos que a vida lhe proporcionou.
Eu automaticamente devolvi o sorriso e disse amém para o seu “Deus o abençoe”.
Caminhei pela rua alguns minutos tentando me concentrar apenas em minhas sacolas cheias e ao me encontrar sozinho desabei em um choro que só uma mãe desesperada para alimentar seus filhos entenderia.  
Quiçá Deus também entendesse meu pranto de desespero... Chorei como uma criança ao ser repreendida e eu o estava sendo.
Naquele momento, naquela rua... Era eu ali com as sacolas cheias de comida e o rosto coberto de lágrimas sendo repreendido pela vida e pela falta que o outro sofre, e eu por vezes finjo não ver.

*Polireligiosidade

Banhei-me de alfazema para esquecer-me de você.
Mandei fazer um bonequinho de vodu e batizei com o seu nome.
Entreguei farofa de dendê na encruzilhada para o povo da rua te levar embora.
Joguei sal grosso nas costas e usei arruda atrás da orelha.
Prometi subir as escadas de joelho e acender velas caso meus votos se concretizassem.
Escrevi seu nome na praia pra onda apagar.
Orei na Igreja Universal junto com os 360 pastores.
Briguei com a família para não deixarem você entrar mais aqui.
Pedi a benção de um padre na missa das oito.
Entoei mantras budistas de libertação.
Rezei para Santo Antônio me trazer um novo amor.
Tudo isso aconteceu e eu não vejo mais você, só guardo um retrato velho na gaveta e a mágoa que ficou no coração.

*Polireligiosidade : Esta palavra não existe.

Trilha

Quero a liberdade à tona tomando conta do meu mundo.
Fazendo despertar anseios lá de onde o vem o vento pálido.
Vou correr mundo para estreitar meus laços com os povos, descobrir tecnologias antes descartadas, experimentar gostos jamais imaginados.
Serei selvagem em meu ser inquieto descobrindo espaços e cálices.
Toda bagagem que carrego é a palavra, minha palavra, minha ordem e minha sobreposição.
Eu farei meu destino. E eu o faço a cada minuto.
Mudarei o rumo sem medo.
Voltarei se for preciso.
Desatarei os nós do tempo e despertarei para uma nova manhã revelada em luzes.
Cantarei ao mundo minha felicidade de viver, meu despertar e a minha força!
Trilha
Quero a liberdade à tona tomando conta do meu mundo.
Fazendo despertar anseios lá de onde o vem o vento pálido.
Vou correr mundo para estreitar meus laços com os povos, descobrir tecnológicas antes descartadas, experimentar gostos jamais imaginados.
Serei selvagem em meu ser inquieto descobrindo espaços e cálices.
Toda bagagem que carrego é a palavra, minha palavra, minha ordem e minha sobreposição.
Eu farei meu destino. E eu o faço a cada minuto.
Mudarei o rumo sem medo.
Voltarei se for preciso.
Desatarei os nós do tempo e despertarei para uma nova manhã revelada em luzes.
Cantarei ao mundo minha felicidade de viver, meu despertar e a minha força!

Preferência

Prefiro me manter apaixonado pelo sorriso que me negas do que ter que não sentir.
Prefiro me esbaldar na cama em meu banquete de pensamentos que não pensar.
Prefiro desejar a sua boca todas as noites do que ficar seco e sem paixão.
Tenho alguns desejos que me incomodam mais que a falta da tua pele quente.
Tenho incômodos maiores que a estrada que liga nossos caminhos.
Incômodos que me deixam a mercê da noite onde caminho solitário e vulnerável.
Melhor seria estar longe, sem você, mas não você está aqui comigo a toda hora e isto está se tornando insuportável!
Não há razão para esse meu sofrimento, mas quando sinto o frio da noite prefiro te imaginar ao meu lado e acabo ardendo de desejo e dor.

Grato

Tenha Pró-atividade comigo.
Porque metade do que sinto é pouco, pouco para caber dentro do peito.
Deixa eu te invadir com minha força.
Se não tens noção do que sinto, tenta ao menos perceber que isto tudo cá dentro é para você.
Porque mesmo forte sou frágil e mesmo tranquilo sou impaciente.
Tenha cuidado comigo pego fogo rápido.
Não me deixe sozinho no mar pois me dissolvo.
Guarde-me como um objeto de mera admiração e tire de mim a poeira de vez em quando.
Deixe-me interessado constantemente, pois não gosto do ócio.
Pegue-me pela mão ao subirmos as escadas.
E me componha uma canção na madrugada.
Ponha minha música preferida para tocar bem alto.
E a cante mesmo desafinando.
A noite não buscarei provas, serei apenas amor.
E sim serei grato por todos os teus atos.
Mas a única coisa que me fará falta será o amor.
Então esqueça tudo que fez... se não me amar já era!
De nada valeu todo o seu esforço.

Epifania

A inspiração não me deixa dormir, meu pensamento se prende ao meu travesseiro e grita para eu ouvi-lo.
Não! Não é inspiração.
É o desejo chamando por mim.
Como cordas em meu pescoço ele me aperta e me faz inquieto.
Um salve para esses pensamentos que me perturbam mais que ajudam! Eu acostumado com a melancolia dominical, me prendo e me erro de novo imaginando-me em teus braços.
Minhas conexões desfeitas nos lençóis me apavoram.
Meu pensamento não para, não para de me fazer lembrar-me de você.
Eu quero esquecer! Ah meu Deus como eu quero esquecer essa criatura que só me visita em sonhos, quero me esquecer da risada, do rosto, do corpo e do beijo tão perfeito.
E com toda essa vontade de esquecer me dou amor e deliro em nove segundos trépidos, cheios de afagos a mim mesmo e desejos noturnos de ter.
Entrego-me em um êxtase imaginário do teu sexo e me esvazio das emoções recorrentes dessa minha obsessão desesperada em que me encontro.
E depois dessa epifania me chega um cansaço típico dos que amam.

Satisfação e certeza.

Hoje fiz tudo que amo acordei tarde, não fui trabalhar, não botei as lentes e saí de óculos , não penteei os cabelos, esqueci a dieta e comi dez coxinhas.
Vi o pôr do sol no porto, assisti três curtas tomando coca-cola, ri na cara de uma pessoa rude, beijei os pés da Imagem de Iemanjá, brinquei com uma criança no ônibus, dei comida pra um cachorro e cantei “Balacobaco” de Rita Lee bem alto.
 Cheguei em casa satisfeito e com a certeza que vivi.

Satisfação e certeza.

Hoje fiz tudo que amo acordei tarde, não fui trabalhar, não botei as lentes e saí de óculos , não penteei os cabelos, esqueci a dieta e comi dez coxinhas.
Vi o pôr do sol no porto, assisti três curtas tomando coca-cola, ri na cara de uma pessoa rude, beijei os pés da Imagem de Iemanjá, brinquei com uma criança no ônibus, dei comida pra um cachorro e cantei “Balacobaco” de Rita Lee bem alto.
 Cheguei em casa satisfeito e com a certeza que vivi.

Fruto

Você levou embora meus sonhos e me deixou vazio com toda a minha entrega em mãos.
Roubou a minha força e meu açúcar se dissolveu no seu mar de sal.
E como um pescador desapontado, voltei pra casa sem o fruto do trabalho, tinha apenas a esperança presa a uma rede e a tristeza em forma de chapéu.
Eu de tão doce estava amargo e carregado de amargura me afoguei em prantos jamais navegados, estava eu agora nadando num abismo profundo e escuro.
Sofri.
Mas a minha força voltou aos poucos e com o tempo a minha maré ruim se foi e os ventos me trouxeram novas ondas onde pude navegar em paz sozinho sem esperar por nenhum tipo de acalanto.
Sim agora forte posso até chegar de mãos vazias, pois não tenho mais que te alimentar.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Primeiro ato.

Felicidade onde não há felicidade.
Tristeza onde não há tristeza.
Luz onde não há luz.
Escuridão onde não há escuridão.
Hoje onde não há o ontem.

Primeiro ato.

Felicidade onde não há felicidade.
Tristeza onde não há tristeza.
Luz onde não há luz.
Escuridão onde não há escuridão.
Hoje onde não há o ontem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Ócio do Cio


Agora que agimos como animais cumprindo a obrigação do cio, aqui um dentro do outro iremos achar de sermos posse e estragar a beleza natural do gozo?
Para que essas luzes?
Já não sabemos mais o caminho que nossas mãos devem percorrer?
Para que tanto coração se o que nos importa agora é só o calor do momento?
Pratiquemos nosso coito sem medo travando uma luta entre nossos corpos.
De que adianta tanto gesto se nos entendemos somente com nossas respirações?
O que era vital agora é uma presa fugidia.
Agora que já não suporto tanto pudor vamos nos entregar contra a razão da dúvida e deixar que o tempo pare e se suspenda diante de nós.
Coloquemos também alguma trilha sonora para nos distrair contra a força da excitação que nos move como reféns.
Esqueçamos os sonhos e as virtudes e nos deixemos levar apenas pela força que vem do ócio de nosso cio.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Perda

E essa dor que você deixou em mim, quem vai curar?
Esses erros que você deixou em mim, quem vai consertar?
Os sonhos que criamos juntos, com quem vou sonhar?
E meus passos, Quem vai guiar?
Quem vai me abraçar de noite antes de dormir?
Quem será a minha distração no domingo?
Quem vai me proteger do frio agora?
Como vou fugir de mim mesmo se não há mais você pra me achar?
Agora tão longe, tão distante quem vai me alcançar?
E minha insegurança? Quem vai tirar ela de mim?
Para que braços vou correr, agora que eu estou só?
Não terei mais teu carinho, amor, corpo e nem merecimento.
Que faço eu agora com a dor da perda?
Acho outra coisa pra perder nem que seja você de novo.

E essa dor que você deixou em mim, quem vai curar?
Esses erros que você deixou em mim, quem vai consertar?
Os sonhos que criamos juntos, com quem vou sonhar?
E meus passos, Quem vai guiar?
Quem vai me abraçar de noite antes de dormir?
Quem será a minha distração no domingo?
Quem vai me proteger do frio agora?
Como vou fugir de mim mesmo se não há mais você pra me achar?
Agora tão longe, tão distante quem vai me alcançar?
E minha insegurança? Quem vai tirar ela de mim?
Para que braços vou correr, agora que eu estou só?
Não terei mais teu carinho, amor, corpo e nem merecimento.
Que faço eu agora com a dor da perda?
Acho outra coisa pra perder, mesmo que seja você de novo.

E essa dor que você deixou em mim, quem vai curar?
Esses erros que você deixou em mim, quem vai consertar?
Os sonhos que criamos juntos, com quem vou sonhar?
E meus passos, Quem vai guiar?
Quem vai me abraçar de noite antes de dormir?
Quem será a minha distração no domingo?
Quem vai me proteger do frio agora?
Como vou fugir de mim mesmo se não há mais você pra me achar?
Agora tão longe, tão distante quem vai me alcançar?
E minha insegurança? Quem vai tirar ela de mim?
Para que braços vou correr, agora que eu estou só?
Não terei mais teu carinho, amor, corpo e nem merecimento.
Que faço eu agora com a dor da perda?
Acho outra coisa pra perder , nem que eu tenha que encontrar você de novo.

Do amor.

Você pode amar uma, duas, três ou mais vezes na sua vida.
Vai cobrar e vai ser cobrado.
Vai chorar e vai fazer chorar.
Vai ter ciúmes e vai ser alvo dele.
Vai beijar e ser beijado.
Vai tentar entender e ser entendido.
Vai se explicar e exigir explicações.
Vai até trair e ser traído.
Milhares de coisas você vai viver com algumas delas. vai se sentir um lixo com outras será a pessoa mais forte do mundo.
Não é nada fácil manter um relacionamento, mas se em algum instante você sentir que o barco está sendo puxado por apenas uma das partes há algo de errado, pois uma relação é feita de dois, não adianta buscar culpados qualquer relação tende ao desgaste se não for alimentada.                        Não se tem certeza de nada em nenhum relacionamento a única certeza que temos é que estamos fazendo a nossa parte e que caminhar sozinho pode não ser tão difícil quando se tem a certeza que fizemos de tudo para amar em paz.

Da moradia

Não importa se a casa não é revestida de ouro. O que importa é que as pessoas que vivem nela estão em paz e tem amor entre si. Uma casa arrumada é uma casa acolhedora, com amor, vida, simplicidade onde todos podem ser bem recebidos. De que adianta uma casa coberta de ouro se quem mora ali não vive de amor?  De nada vale ouro, móveis bonitos, objetos caros se a casa não for recheada de amor. O por do sol visto de uma varanda grande em frente ao mar não tem valor se não for observado de coração aberto ou em boa companhia. Uma casa de ouro sem amor é uma casa vazia e desarrumada. Um barraco que for construído com pilares do amor será no fim uma casa arrumada e acolhedora. Será a casa em que haverá mais riqueza pois haverá amor.

Elemento

Meu elemento é água.
Se me encontro com água viro enchente.
Se me vem o ar, maremoto.
Se terra vier fertilizo.
Mas se me encontro com fogo... Ah! Erupção!

Respostas

Tenho esse amor dentro de mim afundado em manias imperfeitas de confusão interior. 
Esse tempo longe me faz lembrar que todo setembro chega forte e me traz coisas boas como a luz. 
Esse arranjo me deixa desprendido e preso ao mesmo tempo. Preso em mim e salto no mundo. 
Não há compreensão para essa saída que me faz ficar parado e imerso na confusão que me encontro.                                                                                                                     
Não há explicação para a força que tenho e para a fraqueza que insisto em fingir.         
O que há é essa liberdade desleixada que me faz querer não ter nada do que tenho e ainda fugir para a tempestade que me chama pra um abrigo de palha.                                                                                                                                                
Sopro cada instante de minha vida chamando por algo que me apeteça, que me prenda.                                                                                                                                             
Como posso ser candidato a me auto boicotar?  Como posso estar eu mesmo a me invejar e a me amar tanto ao mesmo tempo?                                                                                                                                            
Há alguma explicação para essas respostas que busco sem eu mesmo saber quais são as perguntas?                                                                                                                         
Respondo-me: Não sei.

Rumo ao Oeste.

Não adianta nada arrumar minha cama pra você no final das contas você só vem pra desarrumar.
Sujando meus lençóis com teu cheiro de aventura, não quero mais!
Vai embora, toca teu barco rumo ao leste!
Vou na direção contrária a ti.
Já era hora da minha espécie entender que o tipo de vida que levas vai contra a  minha corrente, sua maré é mansa demais para minhas redes.
Não há tempo ou espaço cujo possamos nos encontrar.
Mas há sim esse desencontro de rumos onde não há cruzeiro do sul que nos salve.
Não há bússola que possa nos guiar, pois estamos perdidos nesse mar de sentimentos turvos sem nenhuma chance de sobrevivência.
Preciso neste momento ser resgatado, não por você que é um peixe fora d’agua mas pela vida que esqueci quando resolvi lembrar de você. Minha vida que volta pros meus braços e me faz enxergar novamente o horizonte e me traz um mapa onde posso me encontrar e chegar em terra firme.
Das duas uma ou maremoto ou terra e sei que é de terra que preciso mas sempre volto para a tempestade.
Não adianta nada arrumar minha cama pra você no final das contas você só vem pra desarrumar.
Sujando meus lençóis com teu cheiro de aventura, não quero mais!
Vai embora, toca teu barco rumo ao leste!
Vou na direção contrária a ti.
Já era hora da minha espécie entender que o tipo de vida que levas vai contra a  minha corrente, sua maré é mansa demais para minhas redes.
Não há tempo ou espaço cujo possamos nos encontrar.
Mas há sim esse desencontro de rumos onde não há cruzeiro do sul que nos salve.
Não há bússola que possa nos guiar, pois estamos perdidos nesse mar de sentimentos turvos sem nenhuma chance de sobrevivência.
Preciso neste momento ser resgatado, não por você que é um peixe fora d’agua mas pela vida que esqueci quando resolvi lembrar de você. Minha vida que volta pros meus braços e me faz enxergar novamente o horizonte e me traz um mapa onde posso me encontrar e chegar em terra firme.
Das duas uma ou maremoto ou terra e sei que é de terra que preciso mas sempre volto para a tempestade.

Curta Lembrança

Certas lembranças me chegam de coisas, músicas, nomes...
De tão alegres me tomam toda alegria e eu penso...
Penso no amor que vivi e foi enterrado junto com meus desejos e ambições. Agora chega, quero um amor que no silêncio de nós dois, no silêncio da nossa paixão me diga tudo que eu não entendo e me faça deduzir outras coisas.                                                                                   
Para eu amar em silêncio e logo dormir...
Ao ser despertado irá se assustar com tanto amor que sentirei aqui sem prisão.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Flores

Se dou flores e ganho amores.
Amores perfeitos para quem não quer enxergar a realidade.
Onze horas para quem gosta de efemeridade.
Crisântemos para o altar.
Girassóis para um jardim feliz e otimista.
Violetas para as mesas desarmadas.
Um buquê de rosas para carregar um bilhete de amor.
Um botão que abra a calça e me faça lisérgico.
Um lírio...
Uma metade do divã sem analista para mim que sou inteiro.
Um pouco mais do hoje para a satisfação do amanhã.
Uma flor qualquer para um coração cheio de felicidade independente.
Um desfecho final cheio de manha pra essa manhã nascer fiel à minha vontade.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Caça.

É muito fácil me atrair, difícil é me manter preso.
Foi-se o tempo da estagnação e da espera, hoje corro solto.
Corro solto como um bicho do mato sem volta.
Me prender é como a caça.
Pega. Come ou fujo.
Fujo sem pensar, fujo pelo instinto animal que carrego em mim.
Hoje acordo são, amanhã sou camaleão de novo.
Minha espera nunca tarda.
A sua? Pode sentar. Não chego tão cedo.
Mas quando eu chegar cuidado! Perigo.
Vou tomar conta por completo do meu espaço.
Quando perceber estará dentro de mim.
Será tarde para fugir.
Já não sabe? Sou eu quem fujo.
Eu sou caça.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Arremesso

Entrego-me sem medo.
Entrego-me fazendo planos.
Esqueço as honras e as prioridades.
Perco a calma da hora e desintegro o calor da vida.
Me arremesso de cabeça pra dentro do peito.
Crio leis que não cumpro.
Desenvolvo estratégias emocionais que não aplico.
Planejo rumos que não sigo.
Embaraço-me com palavras bonitas e choro com as duras.
Retorno para o colo quem me gerou como forma de refúgio.
Guardo-me sem medo de estragar.
Se pereço acabo pensando demais.
Se me dão atenção acabo achando que sou especial.
Como tanta inquietude pode fazer de mim especial?
Não sei em que parte de mim habita o EU.
Sei apenas que nada me envolve o bastante para que eu me esqueça.








Sentido

Preciso entender o que sinto.
O que ainda me falta.
Minhas ideias e anseios voam como aves de verão.
Não acho pedras no caminho, mas acho dúvidas.
Sinto falta de abrigo, de sorrisos.
Minha disciplina se descompassa.
A coragem me foge.
A insegurança me toma.
Entro num cárcere de domínios vãos.
Desentendo-me com o tempo e destruo a confiança que ele tinha em mim.
Meu ouro se perdeu como um sopro ininterrupto desinteressado.
Quase me entrego nas mãos da esperança, mas minha tolice me amarra as mãos.
Busco o desinteresse para não me assustar.
Fecho meu sorriso para não me perder dentro de minhas células.
A luta me cansa pois eu desaprendi a vencer.

Contido

Eu não vivo de dizeres.
Não vivo de ações.
Vivo de sentimento, vivo de emoção.
Sou tão profundo quanto o mar.
Queria ser um pouco mais raso.
Pois quando sinto, tudo é tão intenso que não consigo conter em mim.
Viro maremoto e saio fazendo estrago.

domingo, 10 de julho de 2011

Bora!


Fui vencido, teu rastro me deixou repleto de aflição, e me despertou de um sono torto.
Sinto a missão de fazer valer a busca pela razão de apenas sermos.
Eu que cavalgo nas costas da liberdade.
Eu que mato a fome na aurora.
Eu que tanto clamava não sentir a força esquecida da paixão.
Eu que agora me entrego em teus braços como um “cavaleiro marginal”
Eu que não sou santo nem pecador.
Eu que me vejo agora assim, querendo estar preso.
Eu que era senhor da atenção, caminho desatento sem perceber os detalhes de meus passos.
Visto a pele de um lobo. Tenho fome. E grito pra lua a tua presença.
Mas essa distância me enforca na trilha da saudade.
Minhas águas desembocam, pensamentos voam, lembranças me visitam e eu aqui ansioso como um bebê com fome, não cogito mais a existência de um destino, penso apenas em seu cumprimento.
Deve acontecer!
Tento forjar tranquilidade para não parecer idiota, cheio de bons vestígios imploro para o tempo passar voando.
Não sei mais o quão vou aguentar ficar assim, sem seu toque, sem coração batendo junto, sem risada ao pé do ouvido...
Mas não há medo que me desanime, quero perto o cheiro doce do desejar, quero perto a sua boca entusiasmada com a vida. Quero você!
Quero essa inquietude que me faz sair do chão e dizer pro mundo: BORA!







Janela Selvagem

Coração aberto como os vidros, longe daqui meu farol brilha sem poder me guiar.
Eu não o vejo.
O medo quer tomar conta de mim, eu tão acostumado em ter coragem para peitar o mundo, me vejo com as pernas trêmulas e uma inconstância interna sem limite.
Lá longe de mim, de onde não tem mar sinto um vento forte passando selvagemente pelo meu rosto, estremecendo ainda mais meu corpo nú.
Perto daqui, bem cá no peito, meu coração bate desesperado.
Descompassado
Desorientado.
Bate forte, aguardando mais uma noite de sono sem seu calor.
A luz refletida em meu quarto me mostra a sua nuance e eu acabo me entregando aos lençóis que em mais uma manhã despertarão úmidos de desejo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Falso Passado


Eu não quero nada do passado, mas ele insiste em me aporrinhar!
Tantas saudades, incertezas, inquietações, nostalgias e sussurros sensuais ao pé do meu ouvido.
E eu sei que não dá certo, eu sei. Sempre sei.
Mas esse canto de sereia me atrai.
 Como sempre uma mentira, uma linda mentira dessas que me fazem acreditar que tudo vai dar certo e que sua imagem estática que mantenho cá dentro é real.
Mas não é. Não é. Não é! (GRITO!)
Essa redoma de mentiras me atenta e me afasta.
Como um imã eu chego e como o vento eu me vou.
Faço da minha inquietação um prazer momentâneo carregado de desconfiança.
Mais tarde ao deitar me arrependo e sofro envergonhado pela noite que me satisfez.
Fico meio altruísta, meio bobo. Culpado e inocentado.
Temeroso e quase apaixonado.
A razão do que não sinto está em minhas atitudes e no bico que faço quando te vejo.
Tsc.Tsc.Tsc
Que droga! Mais uma noite desperdiçada com tua presença vaga.
Mais uma noite que depois de tudo ainda sinto que posso ser teu e não sou.
Objeto? É o que sou.
Tocado e marcado pela dor e o prazer de não ter.