sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Astrologia dos opostos




Sol em capricórnio e lua cheia em câncer. 
Razão e emoção.
O trabalho e o prazer.
A cigarra e a formiga.
Terra e água.
Fertilidade
Opostos compatíveis.
Intercâmbio.
Humor irascível.
Equilíbrio.



sábado, 8 de dezembro de 2012

Resposta


Alguém fala:- Eu não acredito no amor.
Eu respondo: - Eu acredito.

Imuniza-me



Não quero jogos de amor
Não quero estratégias falidas
Já não me preocupo mais com o futuro.
A incerteza me dá a força que preciso.
Meu coração agora preza pela liberdade de ser.
Preza pela paz, pela segurança e pelo incerto.
O tempo da espera teve um fim, e só há o agora.

Seu corpo me parece uma dança.
Como um espetáculo de movimentos meu corpo quer se atirar em teus braços.
Suporto o tempo passar como um espectador desejoso.
Minha carne é forte e posso ver em seus olhos a felicidade que me trazes.
Posso sentir em teu sorriso a pureza que sempre quis me conectar.
Imuniza-me de todo veneno e todo mal.
Faz-me ser aquilo que nunca fui.
Na fluidez de um amor novo que me fará nascer de novo.
Atenção somente ao que é bom.
Nossa fortaleza se mantém no amor que doamos.
Somos corpos.
Almas.
Luz.
Somos amor.
Não quero um corpo.
Quero alma.
Vem.
“Tudo aqui é seu.” 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desabafo

O que faz alguém se com outra por ter um carro bom, casa própria, um salário alto? É uma entrevista? A lei da selva? De que adianta pregar liberdade, independência, respeito e ficar de olho no bolso dos outros? É uma pessoa tão especial que só o dinheiro pode comprar? Eca! Gente interesseira me dá nojo e elas estão sim por todas as partes. Por isso as prostitutas valem muito mais, elas assumem e precisam do que fazem! Uma pessoa assim está vivendo de uma cegueira material tão grande que não olha para o coração de ninguém. Vão viver a vida toda puxando o saco do chefe e cuspindo no pé do mendigo, pessoas assim são dignas de pena.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Como se eu fosse Augusto dos Anjos

Ser humano, fétido animal desimportante.
Animal que simula dores.
Provoca morte.
Trai amores.
Animal que intoxica esse mundo com sua carne apodrecida.
Animal de escárnios e falsas pretensões.
Animal pífio e vão.
Desequilibrando os tempos  e eras.
Ser pensante e racional que se vangloria por dinheiro e saliva todo mal.
Até quando continuará matando para viver? 

Verbo


Já não faz falta.
Já não faz tempo.
Já não faz ver.
Já não faz dor.
Já não faz caso.
Já não faz tremer.
Agora não é mais tempo de fazer.
Seja bem vindo tudo aquilo que desconheço.
E não faça, seja.
De todas as formas que ele puder ser.

O Arqueiro


O arqueiro já não busca mais beleza fora.
Já não carrega mais as dúvidas.
Sua caça é aquilo que lhe supre.
O que lhe supre está contido no fundo de sua alma.
O arqueiro agora busca algo maior.
Algo além.
Além da física.
Da química.
E de toda matemática universal.
Caminha agora tranquilo sem as fortes emoções que lhe deixavam cego.
O arqueiro já não é mais tão bobo assim, ele já não sabe mais quem é.
Vive em plena felicidade.

Parte


O cheiro de alecrim toma conta do meu quarto.
Uma flauta toca.
O vento bate.
Um tambor ecoa.
Eis que ouço julgamentos por não querer sair da toca.
Descobri nesse aconchego a cura para todo mal.
Minha solitude é prazer e já não necessito de outrem.
Tudo que eu quero envolve alma, conjunção.
A carne está em segundo plano.
Sou hoje aquilo que decidi me tornar.
E que haja o julgamento.
Meu entendimento agora é sagrado. 

Armadilhas



A mente anda me pregando peças, faz-me ver aquilo que temia e não entender o que vejo.
Ela obriga-me a escrever aquilo que não silencia.
A mente me trai, reflete-me para um universo que de tão íntimo tornou-se desconhecido.
Essa força do não tempo toma conta do que já sou e do que descubro a cada segundo não ser.
Passado presente e presente o futuro.
Encontro-me agora longe das antecipações e da rebeldia que outrora julgava ser eu.  
Agora o eu é aquilo que não conheço aquilo que não pode ser explicado.
O eu nada mais é do que aquilo que “Soul”.