Fui vencido, teu rastro me deixou repleto de aflição, e me despertou de um sono torto.
Sinto a missão de fazer valer a busca pela razão de apenas sermos.
Eu que cavalgo nas costas da liberdade.
Eu que mato a fome na aurora.
Eu que tanto clamava não sentir a força esquecida da paixão.
Eu que agora me entrego em teus braços como um “cavaleiro marginal”
Eu que não sou santo nem pecador.
Eu que me vejo agora assim, querendo estar preso.
Eu que era senhor da atenção, caminho desatento sem perceber os detalhes de meus passos.
Visto a pele de um lobo. Tenho fome. E grito pra lua a tua presença.
Mas essa distância me enforca na trilha da saudade.
Minhas águas desembocam, pensamentos voam, lembranças me visitam e eu aqui ansioso como um bebê com fome, não cogito mais a existência de um destino, penso apenas em seu cumprimento.
Deve acontecer!
Tento forjar tranquilidade para não parecer idiota, cheio de bons vestígios imploro para o tempo passar voando.
Não sei mais o quão vou aguentar ficar assim, sem seu toque, sem coração batendo junto, sem risada ao pé do ouvido...
Mas não há medo que me desanime, quero perto o cheiro doce do desejar, quero perto a sua boca entusiasmada com a vida. Quero você!
Quero essa inquietude que me faz sair do chão e dizer pro mundo: BORA!
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