terça-feira, 13 de setembro de 2011

Rumo ao Oeste.

Não adianta nada arrumar minha cama pra você no final das contas você só vem pra desarrumar.
Sujando meus lençóis com teu cheiro de aventura, não quero mais!
Vai embora, toca teu barco rumo ao leste!
Vou na direção contrária a ti.
Já era hora da minha espécie entender que o tipo de vida que levas vai contra a  minha corrente, sua maré é mansa demais para minhas redes.
Não há tempo ou espaço cujo possamos nos encontrar.
Mas há sim esse desencontro de rumos onde não há cruzeiro do sul que nos salve.
Não há bússola que possa nos guiar, pois estamos perdidos nesse mar de sentimentos turvos sem nenhuma chance de sobrevivência.
Preciso neste momento ser resgatado, não por você que é um peixe fora d’agua mas pela vida que esqueci quando resolvi lembrar de você. Minha vida que volta pros meus braços e me faz enxergar novamente o horizonte e me traz um mapa onde posso me encontrar e chegar em terra firme.
Das duas uma ou maremoto ou terra e sei que é de terra que preciso mas sempre volto para a tempestade.

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