Não, o nome do que estou vivendo agora não é egoísmo chama-se amor próprio.
Já pensei demais em muitas pessoas que simplesmente escolheram viver suas vidas e só perceberam a minha falta quando fui embora.
Sinto agora dentro de mim a imensa vontade de viver mais , sentir mais, e sim pensar mais.
Mais em mim antes de tudo. Não insisto como antes. Não dou mais murro em ponta de faca e nem mesmo tento me equilibrar em fios de nylon.
O fato é que aprendi que todas as vezes que eu fui de contra a maré da minha vontade o meu barco simplesmente afundou.
E só eu sei o que é ser náufrago dentro de um navio construído com os matérias mais raros e quase que explorados experimentalmente.
Hoje carrego nas costas bagagens que tinha medo. O medo era medo de mim.
Hoje além dessas bagagens tenho outras prioridades que não cabem sentimentos snobes nem abrir mão do que eu quero por ninguém.
Tenho outras prioridades, uma delas é viver.
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