Coração aberto como os vidros, longe daqui meu farol brilha sem poder me guiar.
Eu não o vejo.
O medo quer tomar conta de mim, eu tão acostumado em ter coragem para peitar o mundo, me vejo com as pernas trêmulas e uma inconstância interna sem limite.
Lá longe de mim, de onde não tem mar sinto um vento forte passando selvagemente pelo meu rosto, estremecendo ainda mais meu corpo nú.
Perto daqui, bem cá no peito, meu coração bate desesperado.
Descompassado
Desorientado.
Bate forte, aguardando mais uma noite de sono sem seu calor.
A luz refletida em meu quarto me mostra a sua nuance e eu acabo me entregando aos lençóis que em mais uma manhã despertarão úmidos de desejo.
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