É muito fácil me atrair, difícil é me manter preso.
Foi-se o tempo da estagnação e da espera, hoje corro solto.
Corro solto como um bicho do mato sem volta.
Me prender é como a caça.
Pega. Come ou fujo.
Fujo sem pensar, fujo pelo instinto animal que carrego em mim.
Hoje acordo são, amanhã sou camaleão de novo.
Minha espera nunca tarda.
A sua? Pode sentar. Não chego tão cedo.
Mas quando eu chegar cuidado! Perigo.
Vou tomar conta por completo do meu espaço.
Quando perceber estará dentro de mim.
Será tarde para fugir.
Já não sabe? Sou eu quem fujo.
Eu sou caça.
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