segunda-feira, 9 de abril de 2012

Caio

Foi assim, despretensiosamente que te encontrei eu que sou cheio de programações me vi perdido me esquecendo dos excessos que cometi.
O calor da hora me fazia agoniado e nervoso, senti teu olhar, teu sorriso e me vi desejoso por descobrir teus segredos.
Vou levar a ti minha vontade e ter a certeza de que viestes como um presente do mar.
Mar que eu caio e me perco nas ondas fortes.
Mar que nado sem rumo.
Mar que me banho sem pressa.
Mar que não me deixa calmo.
Mar que me faz voltar e desejar tocar novamente a tua mão inocente.
Mar onde me derrubo sem querer levantar.
Jogo-me adorando a exaustão que me trazes, jogo-me com uma vontade tamanha de te ter.
Pulo de cabeça para um mergulho misterioso e desconhecido.
Só posso afirmar que quero.
Se haverá ou não maremoto fica por contas de nossas águas.
Quero esse mar para mim, todo cheio de vontade.
E se você deixar nele caio sem medo de me afogar.

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