sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Quero

Dê-me essa,me dê aquela, dêem-me todas.
Quero todas que me fizeram ter e não ter.
Quero as que me fizeram ser e não ser.
Quero as que eu sempre quis e as que não quis.
Quero todas de uma vez,não, uma por vez.
Uma por veznão, quero todas de uma vez.
Quero essa sensação de orgia em minha cabeça.
Quero sentir toda essa agonia dentro de mim, como sinto os mistérios indecifráveis nos olhos da noite.
E ainda entender o querer de uma forma tão esquisita que não será mais apego será posse.
O meu querer é minha única posse nessa parte tão desapegada de meus argumentos que ao invés de me ajudar me contradizem.
Ainda assim as quero todas, não falo de mulheres, roupas ou bebidas.
Falo de idéias.
Felipe Paz Monteiro

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