Hoje recebi a visita do meu grande amor, bateu na porta por quase um minuto. Me esperou.
Ganhei chocolates,um abraço apertado e alguns sorrisos.
Chegou com um golpe baixo nas mãos: Bethânia. Sentia um aperto gostoso por dentro, um nervosismo misturado com vergonha, mas era bom.
Era o aperto da presença de quem nos faz bem.
Fiquei lembrando com o sorriso no canto da boca de coisas que vivemos juntos e não foram poucas...da segurança que me dava em somente estar ali do meu lado, da alegria que eu tinha em ouvir o barulho da porta se abrindo depois de um dia cansativo de trabalho,nosso tesão por música, nossa composição, alguns sonhos inacabados e sempre dando espaço para minhas viagens, me puxando pelo pé quando eu flutuava demais.
Eu com a cabeça sempre cheias de problemas e cara de pidão mal sabia que a felicidade era feita de algumas diferenças pra gente poder aprender a crescer.
Para crescer precisei ir embora, me perder e aceitar que eu já não sabia quem eu era. Precisei morrer, mudar.
Não me amava, não podia dar amor a mais ninguém, isto seria injustiça comigo.
E agora que me dei tempo para me entender e colocar a cabeça no lugar, a única coisa que me prende é a novela, nem mesmo meu braço quebrado me intimida. Ai acordo em plena lua cheia e vejo aquele sorriso na minha sala, cheio de vaidade, cheio de energia e cheio de orgulho.
Uma beleza fundamental , parecia estar ali para mim estava ali por mim.
Hoje entendo que amor é muito mais que posse, muito mais que cobranças, muito mais que presentes.
O amor verdadeiro espera o tempo que for preciso para ser vivido e aqui tem um lugarzinho que é só seu precisa apenas de uma limpeza e alguns enfeites, mas quando você chegar ele estará aqui guardado te esperando, só não demore muito pois não suporto esperar tanto senão acabo me perdendo de novo. Felipe Paz Monteiro

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