Não há nenhuma substância para me entorpecer
Nenhum fato para me preocupar
Nenhum buraco em minha alma a ser tapado
Apenas a luta contra a força que não consigo disfarçar
Minha roupa fraca se desfaz com o vento forte
Minhas pernas sustentadas pelo medo querem fugir
Meu coração leva meu peito triste a nocaute.
Minhas ilusões agora se estupram contra minhas verdades
O que me resta agora é continuar andando arrastando minhas correntes e carregando as pedras que me cabem
Nada mais me resta senão o desejo que não quero ter
Nada mais toma conta de mim senão a vontade de me esconder
Escondo-me mais uma vez contra a chance da minha felicidade que de novo acho que é um contrabando
Não há como não pensar na possibilidade de não haver luta
Está tudo rodando, não tenho mais chances, apenas sopros e o calor das velas.
Nada mais me resta senão fugir da incompetência de meu destino
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