Tanto tempo perdido com minha solidão e a tua presença me fazendo falta.
Quero ter o gosto da tua carne em minha língua, um desejo fosco de um sentimento turvo quase que um estorvo sem compromisso é isso que sinto uma embriaguez um afogamento ininterrupto de minhas forças.
Minhas vestes já não existem mais, cada pensamento em ti me tira a pouca sobriedade que ainda me restava.
Estou me desfazendo da exatidão para dar espaço ao teu bolero mal dançado, quero que minha alma seja temperada pela paixão que me trazes. Mas quero também a arte de ficar insosso.
Um deserto cheio d’agua é o que tenho para te oferecer e para mim tens o que? Além do tédio e da monotonia tens seus pensamentos esquerdistas? Tens amor? Eu quero!
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