Quero que me poetize que me cante uma canção falando de um amor inexistente.
Quero esquecer as coisas dentro da mala e partir andando em direção ao mar.
Quero toda essa unicidade de juntar trapos.
Quero os entendimentos pós garantias para o futuro.
Quero a devolução do não e o som do sim rasgado em pedaços.
Quero conchas de praia, flores de jardim e nome na areia.
Sem descanso ser amassado firmemente
Sem novidades ser surpreendido de noite
Com susto agarrado à meia noite
De manhã ouvir o som alto na sala me convidando para o novo dia
De tarde abrir mão do almoço e representar um singelo poema
De noite chegar em casa e subir escada de mãos dadas
Abrir a porta e sentir o cheiro doce de lar
Entender agora a razão de tudo e a delícia de mais uma noite de surpresa sem interesses
Sem cautela
Sem balela
Sem cansaço
Sem embaraço
Sem pudor
Só um laço.
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